Casa do Acolhimento dá sopão para carentes
Escrito por
Redação
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Padre José Marques recebeu homenagem póstuma na inauguração de novo espaço beneficente em Iguatu
Iguatu. A Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nesta cidade, está ampliando os programas sociais de assistência às famílias de baixa renda. Após dois meses de obras de reconstrução, foi inaugurada a nova unidade de distribuição de sopão. A Casa do Acolhimento padre José Marques recebeu essa denominação em homenagem póstuma ao sacerdote que implantou o serviço em 1998.
Diariamente, são atendidas em média 60 pessoas entre crianças, adolescentes e idosos, moradores de bairros da periferia desta cidade. A paróquia investiu parte dos recursos arrecadados na Festa da Padroeira para a reconstrução da obra. O sopão é preparado por um grupo de voluntários e os mantimentos são oriundos de doações de particulares, lojas e do programa Mesa Brasil, coordenado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).
Há dez anos, a unidade foi implantada numa iniciativa do então pároco José Marques. A idéia deu certo e a demanda cresceu. Nasceu com o nome de Casa do Faminto, mas para evitar preconceito, o atual pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padre José Ricardo Ferreira, modificou a denominação para Casa do Acolhimento. A obra foi reconstruída e ganhou piso em cerâmica, teto elevado, banheiros, a cozinha foi ampliada e foram adquiridas mesas para servir os pratos e acomodar melhor os comensais.
A idéia do padre José Ricardo não é apenas distribuir o sopão no fim de tarde. “Queremos transformar esse espaço numa área de acolhimento e oferecer palestras sobre cuidados básicos com higiene, noções de cidadania, saúde básica, cursos profissionalizantes, catequese e orações”, disse.
Na unidade, vai funcionar, também, um núcleo da Pastoral do Menor, que trabalha com 28 adolescentes.
Paz na sociedade
Por ocasião da reinauguração houve bênção das instalações, leitura do evangelho, reflexão e cânticos. Em rápidas palavras, o padre José Ricardo falou sobre a importância da paz no meio social e da distribuição de alimentos para quem tem fome. “Quem percorre os bairros da periferia da cidade, vê centenas de famílias em situação de pobreza extrema”, contou. “Temos que nos mobilizar em assistência a essas pessoas”, defendeu.
No salão principal da Casa do Acolhimento está escrito a seguinte frase: “Senhor, dai pão a quem tem fome, e fome de justiça e amor a quem tem pão”. Marcos Paiva, irmão do padre José Marques, agradeceu em nome da família, a homenagem póstuma concedida ao idealizador da entrega do sopão. O padre José Ricardo adiantou que pretende construir dois quartos para abrigo temporário de família ou pessoas necessitadas que estejam em trânsito pela cidade.
A dona-de-casa, Maria de Lourdes Messias, moradora da área ribeirinha do Rio Jaguaribe, há mais de três anos, traz dois netos para se alimentar do sopão, na Casa do Acolhimento. “A gente vem quase todos os dias porque precisa”, contou.
Fernanda Alves da Silva, 15 anos, moradora do bairro João Paulo II, é mãe solteira, e todos os dias percorre três quilômetros de bicicleta com o filho que ainda não completou um ano de idade. Vive na casa dos pais e dos avós. “Aqui encontro paz e essa sopa que mata a nossa fome”, diz, agradecida. Assim como ela, muitas famílias reconhecem o valor do trabalho social beneficente.
ENQUETE
Por que distribuir sopão para as famílias?
Francisca Nogueira Vieira
Pastoral do Menor
"Muitas famílias vivem em extrema necessidade. Saciar a fome dessas pessoas é responsabilidade de todos nós."
José Ricardo Ferreira
Padre
"Temos a missão da caridade, mas queremos que cada família possa, com trabalho e renda, adquirir o seu sustento."
Maria Lopes
Irmã de caridade
"Não só de pão precisam essas pessoas, mas de amor e atenção. Mas precisamos primeiro resolver o problema da fome."
Mais informações:
Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Travessa Padre José Marques, 113, Iguatu
(88) 3581. 1221
Iguatu. A Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nesta cidade, está ampliando os programas sociais de assistência às famílias de baixa renda. Após dois meses de obras de reconstrução, foi inaugurada a nova unidade de distribuição de sopão. A Casa do Acolhimento padre José Marques recebeu essa denominação em homenagem póstuma ao sacerdote que implantou o serviço em 1998.
Diariamente, são atendidas em média 60 pessoas entre crianças, adolescentes e idosos, moradores de bairros da periferia desta cidade. A paróquia investiu parte dos recursos arrecadados na Festa da Padroeira para a reconstrução da obra. O sopão é preparado por um grupo de voluntários e os mantimentos são oriundos de doações de particulares, lojas e do programa Mesa Brasil, coordenado pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).
Há dez anos, a unidade foi implantada numa iniciativa do então pároco José Marques. A idéia deu certo e a demanda cresceu. Nasceu com o nome de Casa do Faminto, mas para evitar preconceito, o atual pároco da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padre José Ricardo Ferreira, modificou a denominação para Casa do Acolhimento. A obra foi reconstruída e ganhou piso em cerâmica, teto elevado, banheiros, a cozinha foi ampliada e foram adquiridas mesas para servir os pratos e acomodar melhor os comensais.
A idéia do padre José Ricardo não é apenas distribuir o sopão no fim de tarde. “Queremos transformar esse espaço numa área de acolhimento e oferecer palestras sobre cuidados básicos com higiene, noções de cidadania, saúde básica, cursos profissionalizantes, catequese e orações”, disse.
Na unidade, vai funcionar, também, um núcleo da Pastoral do Menor, que trabalha com 28 adolescentes.
Paz na sociedade
Por ocasião da reinauguração houve bênção das instalações, leitura do evangelho, reflexão e cânticos. Em rápidas palavras, o padre José Ricardo falou sobre a importância da paz no meio social e da distribuição de alimentos para quem tem fome. “Quem percorre os bairros da periferia da cidade, vê centenas de famílias em situação de pobreza extrema”, contou. “Temos que nos mobilizar em assistência a essas pessoas”, defendeu.
No salão principal da Casa do Acolhimento está escrito a seguinte frase: “Senhor, dai pão a quem tem fome, e fome de justiça e amor a quem tem pão”. Marcos Paiva, irmão do padre José Marques, agradeceu em nome da família, a homenagem póstuma concedida ao idealizador da entrega do sopão. O padre José Ricardo adiantou que pretende construir dois quartos para abrigo temporário de família ou pessoas necessitadas que estejam em trânsito pela cidade.
A dona-de-casa, Maria de Lourdes Messias, moradora da área ribeirinha do Rio Jaguaribe, há mais de três anos, traz dois netos para se alimentar do sopão, na Casa do Acolhimento. “A gente vem quase todos os dias porque precisa”, contou.
Fernanda Alves da Silva, 15 anos, moradora do bairro João Paulo II, é mãe solteira, e todos os dias percorre três quilômetros de bicicleta com o filho que ainda não completou um ano de idade. Vive na casa dos pais e dos avós. “Aqui encontro paz e essa sopa que mata a nossa fome”, diz, agradecida. Assim como ela, muitas famílias reconhecem o valor do trabalho social beneficente.
ENQUETE
Por que distribuir sopão para as famílias?
Francisca Nogueira Vieira
Pastoral do Menor
"Muitas famílias vivem em extrema necessidade. Saciar a fome dessas pessoas é responsabilidade de todos nós."
José Ricardo Ferreira
Padre
"Temos a missão da caridade, mas queremos que cada família possa, com trabalho e renda, adquirir o seu sustento."
Maria Lopes
Irmã de caridade
"Não só de pão precisam essas pessoas, mas de amor e atenção. Mas precisamos primeiro resolver o problema da fome."
Mais informações:
Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Travessa Padre José Marques, 113, Iguatu
(88) 3581. 1221