Prefeito do Barro é afastado e a presidente da Câmara assume interinamente prefeitura do município

Vereadora Vanda vai ser empossada neste sábado (9), após TRE-CE cassar os diplomas do prefeito Dr. Marquinélio (PSD) e do vice José Vanderval (PSD)

Vereadora Vanda, no centro, ao lado do vice-prefeito Vanderval Feitosa (à esquerda) e do prefeito Marquinélio Tavares (à direita)
Legenda: O vice-prefeito Vanderval Feitosa, a vereadora Vanda e o prefeito Marquinélio Tavares fazem parte do mesmo grupo político
Foto: Divulgação

A presidente da Câmara Municipal de Barro, vereadora Maria Pereira de Lira Silva (Vanda), será empossada como prefeita interina da cidade por volta das 16h deste sábado (9), após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) cassar os diplomas do prefeito José Marquinélio Tavares (PSD) e do vice José Vanderval Feitosa (PSD).

Em sessão realizada no último dia 27 de agosto, a Corte negou, por unanimidade, provimento ao recurso eleitoral e manteve a cassação por entender que ambos praticaram abuso de poder econômico e fraude em contratações de servidores temporários para o combate à pandemia de Covid-19. Por isso, foram declarados inelegíveis por 8 anos, a contar das eleições de 2020.

O Tribunal considerou que o prefeito utilizou a pandemia de Covid-19 como pretexto para se beneficiar durante a campanha eleitoral e tentar a reeleição, efetivando contratações emergenciais de mais de 150 servidores temporários, dentre os quais vigilantes, motoristas e auxiliares de serviços gerais.

Dr. Marquinélio (PSD) e Vanderval Feitosa (PSD), com máscara, de paletó e gravata
Legenda: Empossados no início do ano, Dr. Marquinélio (PSD) e Vanderval Feitosa (PSD) irão recorrer da decisão
Foto: Divulgação

Prefeito e vice vão recorrer

decisão cabe recurso para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, conforme a assessoria do Município, prefeito e vice irão recorrer. 

"Todas as circunstâncias levam à inevitável conclusão de que a contratação de pessoal, às vésperas das eleições, através de indicação política de aliados, sem a observância mínima de pré-requisitos, sem publicidade no chamamento e repleta de vícios, teve como principal objetivo cooptar votos para os gestores do município, candidatos à reeleição", afirmou o relator, o juiz George Marmelstein, durante a sessão que confirmou a cassação da chapa.

Novas eleições no município

Assim como prefeito e vice, a vereadora Vanda é do PSD. Portanto, o município permanecerá, pelo menos temporariamente, sob gestão do mesmo grupo político.

Em nota enviada ao Diário do Nordeste, o TRE-CE informou que "já julgou os embargos e, conforme a legislação eleitoral, devem ser agendadas novas eleições" no município.