Aliados de Ciro tratam Alcides como 'resolvido' e minimizam influência de Michelle
Deputados estaduais de oposição dão como certa a aliança entre PSDB e PL para a eleição estadual
Deputados estaduais aliados de Ciro Gomes, membros do PSDB e do PL, minimizam a possível influência da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas tratativas sobre a aliança entre os dois partidos na eleição estadual e atestam estar acordado que o nome do partido na chapa majoritária será Alcides Fernandes, conforme já confirmado por Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.
De acordo com os parlamentares, as negociações entre as legendas estão pacificadas para apoio do PL a Ciro na eleição estadual, e não está no radar da aliança a pré-candidatura de Priscila Costa ao Senado, como defende Michelle Bolsonaro. Há, inclusive, um detalhe que circula nos bastidores: o próprio Valdemar já teria comunicado a Priscila que o nome do partido é Alcides.
Marcado para 10 de julho, um ato do PL em Fortaleza pode reunir, no mesmo palco, Michelle e Flávio, que, nacionalmente, estão afastados. O epicentro da crise entre os dois é exatamente a disputa no Ceará. A ex-primeira-dama é contra uma aliança com o PSDB de Ciro, sugerindo apoio a Eduardo Girão (Novo).
Desde o fim do ano passado, ela e Flávio não são vistos juntos em atos públicos, o que pode voltar a acontecer no Estado. Mesmo assim, até membros do PL não o encontro como certo.
As lideranças ouvidas por esta Coluna repetem a mesma cartilha: a presença conjunta de Flávio e Michelle Bolsonaro no Estado, se ocorrer, não muda o desenho que já estaria fechado.
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O nome resolvido
A argumentação dos parlamentares tem lastro em declarações recentes do próprio Flávio e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmando o nome de Alcides, que é pai do deputado federal André Fernandes, presidente estadual do partido e pré-candidato a deputado federal.
Até o momento, nem Flávio e nem Valdemar confirmam o encontro em Fortaleza.
Por que Ciro não vai
O ato do dia 10 de julho, segundo interlocutores, não terá a presença de Ciro Gomes, o pré-candidato ao governo. O tucano quer evitar ao máximo uma possível nacionalização do debate estadual para cumprir a estratégia de blindar a campanha de uma vinculação que favoreça a polarização Lula x Bolsonaro.
Nacionalmente, Ciro já declarou que seguirá a orientação do seu partido, que não deve apoiar nem Lula nem Flávio. Para um dos interlocutores, as conversas com o PL envolvem uma das vagas ao Senado. Acomodar as arestas internas, porém, é problema que se resolve dentro do próprio PL.