País imaginário?

Escrito por
Gonzaga Mota producaodiario@svm.com.br
Professor aposentado da UFC
Legenda: Professor aposentado da UFC
Essa fábula mostra, “Dugstão”, um pobre País rico, onde seus filhos vivem momentos de perplexidade, de angústia e de desesperança. É rico, pois possui grandes reservas minerais, de água e de florestas, exploradas infelizmente por organizações estrangeiras inescrupulosas. Ademais os setores empresariais (Primário, Secundário e Terciário), constituídos em sua maioria, por pessoas corretas vêm lutando para crescer, porém como todos os “dugstaneses” possuem uma carga tributária elevadíssima e injusta, vez que não há reciprocidade na prestação de serviços pelo Governo. Convém ressaltar, ainda, que o seu povo é bom e pacífico, não passivo, aguardando melhores dias, onde os bons costumes sejam respeitados.
 
É, portanto, um País rico necessitando de ordem e progresso. Por outro lado, “Dugstão” é pobre, pois prevalece um sistema político caracterizado por decisões autoritárias, na maioria das vezes, injustas e visando beneficiar as pessoas que estão no poder, bem como aliados internos e externos do Governo, mediante decisões antiéticas e amorais. Cada dia “Dugstão” se afasta da democracia, regime definido e constante de sua Carta Magna. O sistema é tão forte que enfraquecem instituições de Estado e não de Governo, como o Judiciário, o Legislativo, o Executivo, a Procuradoria Geral, as Forças Armadas, enfim o povo “dugstanese”.
 
O sistema é dominado por uma minoria que busca o poder de uma maneira injusta. Ressalta-se também, sem generalizar, a grande influência exercida na Imprensa, tornando-a, muitas vezes, parcial. Por sua vez, vale destacar, além da crise política, as crises que surgem nos setores econômico e social de “Dugstão”. O déficit público crescente, a taxa de câmbio e os juros com viés de alta, os investimentos e as reservas cambiais com tendência de baixa, em razão da insegurança jurídica, o nível de desemprego aumentando, dentre outros pontos.
 
Já com relação aos aspectos sociais, os indicadores educacionais, em todos os níveis, não são satisfatórios, a saúde pública encontra-se num processo de sucateamento, a violência é crescente, notadamente, pela elevação do tráfico de drogas e pelo enfraquecimento das polícias estaduais. Pobre “Dugstão”! Moral da fábula: Um País só terá um desenvolvimento sustentável se houver justiça imparcial, liberdade de expressão e democracia. P.S.- Segundo Alexis de Tocqueville: “Creio que, em qualquer época, eu teria amado a liberdade; mas, na época em que vivemos, sinto-me propenso a idolatrá-la”. Ademais, existem cinco tipos de reflexão: moral (o certo e o errado); ética (o bem e o mal); filosófica (o sentido da vida); espiritual (a busca da verdade) e política (a obrigação de servir e não de ser servido).
 
Gonzaga Mota é professor aposentado da UFC
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