Qual o Caminho?

Escrito por
Gonzaga Mota producaodiario@svm.com.br
Professor aposentado da UFC
Legenda: Professor aposentado da UFC

No momento atual, sem querermos ser pessimistas, fatores como a globalização perversa, aquela conduzida pela supremacia do setor financeiro sobre o setor produtivo; a busca do poder pelo poder, não respeitando os princípios éticos, ou seja, o mal vencendo o bem; a falta de justiça e de liberdade; o corporativismo não solidário e autoritário; prioridade aos compromissos financeiros especulativos em relação aos gastos nos setores sociais básicos; os estelionatos eleitorais e administrativos motivados por alguns mecanismos de marketing e da falsa mídia; dentre outros elementos, estão conduzindo as nações para uma crise que abrange aspectos morais, socioeconômicos, de desesperança, de irresponsabilidade, de violência, de ódio etc.

O que queremos? Eis a grande questão. Se o avanço científico e tecnológico, apoiado quase sempre num propósito egoísta, para certos segmentos da humanidade proporcionou melhores condições de vida, para outros não aconteceu o mesmo. Não somos contra o progresso, todavia não concordamos quando, em consequência, ocorre uma expansão no número de pessoas excluídas e oprimidas. Tais inquietações fazem nos lembrar de Gandhi: “A força de um homem e de um povo está na não violência”, bem como de Santo Tomás de Aquino: “Há homens cuja fraqueza de inteligência não lhes permite ir além das coisas corpóreas”. Precisamos, estrategicamente, pensar o futuro. Para tanto, sem preconceitos, é fundamental a leitura de filósofos e cientistas como Aristóteles, Santo Agostinho, Kant, Hegel, Ricardo, Weber e tantos outros. Cremos que a grande crise mundial é consequência do aumento do pragmatismo tático perverso e da redução das correntes saudáveis de pensamento filosófico. Assim disse Confúcio: “Se você quiser prever o futuro, olhe o passado”.

Qual o modelo? Não obstante as diferenças culturais dos povos, existem características básicas que devem ser comuns: a justiça; a perspectiva de mobilidade social, implicando no conceito de igualdade de oportunidades; a soberania popular, evidenciada por convicções democráticas e não por forças autoritárias; também a busca permanente da paz. Nunca procuremos a subserviência para alcançarmos uma pseudofelicidade, mas sim a inquietação sincera como forma de chegar à liberdade.

Concordamos que o modelo do Estado Democrático de Direito está esgotado. Na verdade, muitas vezes é injusto, pois permite privilégios. Antes que voltem os defensores de regimes totalitários, é importante que se coloque nas agendas de debates, em fóruns nacionais e internacionais, a criação do Estado Democrático de Justiça. P.S. – (João 14, 6): “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Senhor, dai-nos a paz.

Gonzaga Mota é professor aposentado da UFC

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Gonzaga Mota
13 de Fevereiro de 2026