Turagstão
Essa fábula mostra a cruel situação que vem passando “Turagstão”. Um país rico por natureza, de um povo bom e trabalhador, mas dominado por uma casta perversa, sem espírito público e autoritária. Como sofre a maioria dos “turagstaneses”! Não há ordem e nem progresso, porém preocupantes índices de desenvolvimento, em razão de insegurança jurídica e de péssimos costumes morais, éticos e sociais. Não se observam perspectivas positivas, infelizmente. A grande maioria da população vive em condições não favoráveis.
Os serviços básicos de educação, saúde e segurança, dentre outros, são precários. Analisando-se o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), elaborado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) da ONU (Organização das Nações Unidas), evidencia-se uma deficiência significativa. Muita pobreza. Do ponto de vista político, predomina uma pseudo-democracia. De um lado, a instável harmonia e independência dos poderes constituídos (Legislativo, Executivo e Judiciário) e, de outro, a pouca consistência, no sentido amplo, do processo de escolha dos representantes do povo. “Turagstão” adota o regime presidencialista.
Algumas vezes, os seus presidentes seguem o comportamento de “déspotas a curto prazo”, tornando a situação ainda mais dificil. Com baixos índices educacionais (cognitivos e comportamentais) dos habitantes de “Turagstão”, surgem problemas inerentes à falta de liberdade e justiça, à corrupção sistêmica, à discriminação, bem como a não existência de oportunidades de emprego. Por sua vez, os integrantes da maldita casta dominadora estão começando a se desentender.
Duas correntes principais, ambas ligadas ao tráfico de drogas, disputam espaço. Uma corrente tem apoio do “DDD” e a outra do “XX”, organizações violentas que dominam várias atividades empresariais e crescem interna e externamente, agregando outros países. Pobre “Turagstão”! Todavia, aquela maioria mencionada dos “turagstaneses”, está começando, na medida do possível, a reagir, o que tem provocado preocupação aos dois líderes das duas correntes de casta. Além disso, aumentou o nível de desconfiança entre os dois chefes.
O desentendimento chegou a tal ponto que as duas facções resolveram eliminar os dois. Um foi vítima do “DDD” e o outro do “XX”. Assim, houve uma redução significativa nas más atividades dos dois grupos, fazendo com que o povo de “Turagstão” dominasse a POLÍTICA, no sentido amplo da palavra, e encontrasse o caminho de moralidade democrática, com justiça, liberdade e paz. MORAL DA FÁBULA: “O mal por si só se destrói.”
Gonzaga Mota é professor aposentado da UFC