O impacto das healthtechs no mercado de canetas emagrecedoras

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Marcos Caringi producaodiario@svm.com.br
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R$10 bilhões no Brasil apenas em 2025. Esse foi o valor alcançado pelo mercado de canetas emagrecedoras no país, de acordo com o relatório do Itaú BBA. Além disso, a tendência se consolidou tanto que pode ultrapassar U$160 bilhões até 2030, no mundo inteiro, ainda segundo o BBA.

Para se ter uma ideia, a demanda tem sido tão alta pela procura pelas canetas que o Brasil importou, no ano passado, mais delas do que produtos como azeite de oliva, salmão e até celulares. Para 2026, a previsão é que o valor dobre, com movimentações que podem levar à marca de R$20 bilhões.

Nesse contexto, as chamadas healthtechs, ou seja, startups que aplicam tecnologia na prestação de serviços e produtos de saúde, ganharam ainda mais relevância, tornando-se protagonistas de um novo ecossistema que mistura ciência, dados e experiência do usuário. Segundo a Liga Ventures, já somam 602 mil startups ativas que utilizam diferentes tecnologias com o objetivo de transformar o setor e entregar melhores soluções e produtos para a população. 

As healthtechs têm ganhado espaço nessa tendência porque o uso da tecnologia no cuidado da saúde oferece conveniência, personalização e monitoramento contínuo. Nesse contexto, há o reforço de um movimento onde vemos que muitos consumidores já aceitam testes genéticos em casa, terapias digitais e dispositivos wearables que monitoram batimentos cardíacos, sono e até glicemia.

Tais recursos e aplicações tecnológicas promovidas pelas healthtechs simbolizam controle, autonomia, modernidade e, claro, perda de peso. Ou seja, um produto procurado por milhares de pessoas em todo o mundo.

Além disso, existem impactos reais no mercado, como a promoção de uma competição cada vez mais acelerada entre os grandes players que atuam com os setores de fitness e nutrição; e a demanda gerada por adultos com mais de 35 anos digitalmente engajados, que aceitam experimentar soluções tecnologicamente sofisticadas.

Dentro deste espectro, não podemos deixar de abordar que as healthtechs atuam também com foco na saúde preventiva. Ou seja, conseguem oferecer recursos de monitoramento e ação precoce para eventuais problemas que o consumidor possa vir a ter. E, claro, não poderia ficar de fora o fato de que as startups de saúde são mestres em fazer uso de analytics para refinar produtos e oferecer serviços de formas recorrentes, gerando modelos de negócios escaláveis.

Por fim, é inegável que o impacto das healthtechs no mercado de produtos associados ao emagrecimento é relevante e vai além da atração por um gadget inovador. Ele representa uma mudança mais profunda no que se refere a tecnologia, acompanhamento, saúde e consumo.

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