Implantodontia: futuro em evolução
Segundo o IBGE, cerca de 14 milhões de brasileiros adultos vivem sem nenhum dente e mais de 34 milhões perderam 13 ou mais dentes
Maio de 2025 marca os 60 anos do primeiro tratamento com implantes dentários osseointegrados em humanos — um marco que revolucionou a odontologia e mudou a vida de milhões de pessoas. A descoberta da osseointegração, processo em que o titânio se integra biologicamente ao osso, abriu caminho para uma nova era na reabilitação oral. O autor da técnica, o professor sueco Per-Ingvar Brånemark, é reconhecido como o "pai da implantodontia".
Seis décadas depois, o legado de Brånemark segue presente na prática clínica e no impacto positivo na vida de pacientes. Desde os primeiros implantes cilíndricos, a implantodontia evoluiu com novos materiais, técnicas menos invasivas, maior previsibilidade e redução no tempo de reabilitação.
O Brasil é um dos países líderes no setor. Segundo o IBGE, cerca de 14 milhões de brasileiros adultos vivem sem nenhum dente e mais de 34 milhões perderam 13 ou mais dentes — sendo os idosos os mais afetados. Dados da Abimo - Associação Brasileira de Dispositivos Médicos, mostram que por ano, são realizados aproximadamente 800 mil implantes e 2,4 milhões de próteses dentárias no país, demonstrando a alta demanda por tratamentos restauradores.
Entre as maiores inovações recentes está o implante zigomático, indicado para pacientes com grande perda óssea na maxila. Essa técnica utiliza os ossos zigomáticos (maçãs do rosto) como suporte, evitando enxertos ósseos complexos e oferecendo uma solução mais rápida e eficaz. Clínicas especializadas em todo o mundo adotam essa abordagem como padrão ouro para casos de atrofia maxilar severa.
Com o apoio de imagens 3D, cirurgias guiadas e biomateriais de ponta, a implantodontia se firma como uma das áreas mais tecnológicas da odontologia. O futuro aponta para tratamentos cada vez mais personalizados, acessíveis e seguros — garantindo que mais pessoas possam recuperar o sorriso com confiança.