Taxas de ocupação de leitos para a Covid-19 no Ceará são as menores desde o início da pandemia

No levantamento mensal, o Estado apresenta o menor índice de ocupação de UTI Covid (30%) dos últimos períodos

leitos
Legenda: Nas enfermarias, o índice de ocupação é ainda menor do que nas UTIs, com 18,99%.
Foto: Wandemberg Belém

Após ter enfrentado duas ondas de casos de Covid-19, o Ceará encontra-se atualmente em um cenário pandêmico estável. Segundo levantamento do IntegraSUS, portal de transparência da Secretaria da Saúde (Sesa), captado no dia 27 de cada mês desde o início da pandemia, o Estado apresenta as menores taxas de ocupação de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) em setembro, com 30,82% de lotação.

Nesta segunda-feira (27), os dados mostraram ainda 27,46% de ocupação na UTI Adulto e 65,63% na UTI Infantil. Nas enfermarias, o índice é ainda menor (18,99%). Já a Enfermaria Adulto dispôs de 9,42% de lotação e 46,75% na Enfermaria Infantil.

Neste contexto, os municípios com maiores taxas de ocupação são Maracanaú (58,82%), Quixeramobim (50%), Fortaleza (44,37%), Cariré (37,5%), Sobral (27,14%), Limoeiro do Norte (21,74%), Juazeiro do Norte (18,18%), Canindé (13,64%), Penaforte (12,5%) e Crateús (12,31%).

No geral, os índices de ocupação de UTIs no Estado tiveram maior destaque entre fevereiro (91,88%), março (90,61%) e abril (91,94%) deste ano e têm apresentado quedas gradativas desde maio, que teve 88,44% de ocupação.

Entretanto, mesmo com a diminuição das taxas atuais de leitos, 12 pessoas estão na fila de espera por leitos de enfermaria no Estado e uma outra aguarda vaga para uma unidade de terapia intensiva, divididas em onze municípios.

De acordo com a epidemiologista, enfermeira e professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Thereza Magalhães, o Ceará está na fase de decaimento exponencial da última curva epidemiológica da Covid-19. Nesta conjuntura, Fortaleza possui a maior concentração da circulação viral entre as duas ondas.

Conforme a docente, a atual melhora de casos na região deve-se a diversos fatores, como o próprio ritmo da infecção e a sinergia entre as ações de combate à pandemia no Estado e nos municípios. “Não posso também deixar de parabenizar os cearenses pela adesão ao ato de tomar a vacina”, reitera a especialista.

Não tem sido fácil, mas estamos vencendo embora ainda não seja a hora da grande comemoração, pois ainda precisamos alcançar um percentual de vacinados com as duas doses de cerca de 80% da população total do Estado, então ainda falta muito, mas estamos no caminho e seguimos com as medidas de controle e avanço da vacinação”
Thereza Magalhães
Epidemiologista

Magalhães pondera também que sempre é possível fazer mais, sendo importante lembrar que a pandemia ainda não acabou. Neste sentido, a atenção às medidas de proteção viral segue necessária, como o uso de máscaras, álcool em gel 70% e distanciamento social. “Lembrar sempre que chegarmos vivos até aqui é sim uma vitória, mas ainda não acabou totalmente e devemos seguir atentos e com adesão às medidas protetivas”.

“Alcançando essas metas, seremos um dos estados brasileiros com maior controle do vírus e isso mostrará o tamanho do desafio vencido, pois o Estado foi um dos muito acometidos em todo o período da pandemia, mas o dever de casa tem sido feito e isso já começa a refletir na economia do Estado, incluindo no turismo”, complementa.

Covid-19 no Ceará

Desde o início da conjuntura pandêmica no Ceará até este sábado (25), segundo última atualização do IntegraSUS, a região dispõe de 929.654 casos e 24.197 óbitos confirmados em decorrência do coronavírus, com uma taxa de letalidade de 2,6%, atingindo em maior escala o grupo de idosos de 80 anos ou mais.

O grupo com mais infecções foi o de mulheres na faixa etária de 30 a 34 anos, com 57.340 registros. Logo mais estão as de 35 a 39 anos (56.767), de 25 a 29 anos (53.177) e de 40 a 44 anos (49.809). Em seguida ficam os homens de 30 a 34 anos, com 46.324 casos, e de 35 a 39 anos, com 45.600.

Já os municípios que obtiveram maiores incidências da doença a cada 100 mil habitantes foram Moraújo (22.363), Frecheirinha (21.937), Itaicaba (19.177), Orós (18.826), Acarape (18.765), Reriutaba (18.571), Redenção (18.524), Eusébio (18.100), Quixeré (17.693) e Iracema (17.318).

Campanha de Vacinação

Com o avanço do processo de imunização contra a Covid-19 no Estado, que em muitas cidades já abrange os adolescentes, 9.545.253 doses foram aplicadas até este domingo (26). Destas, 6.081.984 destinaram-se à primeira dose, 3.298.792 à segunda e 164.477 à dose única. As informações são da Secretaria da Saúde (Sesa).

Em Fortaleza, também até o último domingo (26), 1.960.565 pessoas foram vacinadas com a primeira dose, 1.196.046 com a segunda, 13.884 com a terceira e 27.547 com a dose única, conforme a Prefeitura Municipal.

Além disso, as pessoas acima de 30 anos, cadastradas no Saúde Digital e residentes de Fortaleza podem receber a primeira dose dos imunizantes sem agendamento na cidade desde o último dia 23.

A capital conta ainda com uma nova repescagem para a população. O dia 27/09 é voltado ao público de 29 anos, o dia 28 aos 28 anos, dia 29 aos 27 anos e dia 30 aos 26 anos. Já o dia 01/10 aos 25 anos, dia 4 aos 24 anos, dia 5 aos 23 anos, dia 6 aos 22 anos, dia 7 aos 21 anos, dia 8 aos 20 anos, dia 11 aos 19 anos e dia 13 aos 18 anos.

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Foto: Prefeitura de Fortaleza

Segundo a Prefeitura, para ter acesso à primeira dose, o público deverá comparecer, na data indicada, a um dos locais de atendimento: Sesi Parangaba, Shopping RioMar Fortaleza ou nos Cucas (Barra, Jangurussu, Mondubim e José Walter). Mais informações no site.

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