Leitos abertos durante a pandemia serão mantidos mesmo com números da Covid em baixa, afirma Camilo

Atualmente, ocupação geral está em torno de 26%, de acordo com o IntegraSUS. Contudo, identificação da variante Delta cria preocupação sobre novo aumento de casos.

Legenda: Atualmente, Hospital Leonardo da Vinci tem concentrado demandas relacionadas à Covid, segundo o governador.
Foto: Carlos Gibaja/Governo do Estado

Nas últimas semanas, o Ceará vem registrando reduções sucessivas nos números de novos casos de Covid-19. Porém, apesar dos bons índices, o governador Camilo Santana garante que a estrutura de leitos montada durante a pandemia permanecerá instalada por tempo indeterminado.

Segundo ele, com a diminuição da demanda de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, os equipamentos foram remanejados para atender a outras enfermidades.

“A estrutura permanece montada, inclusive todos os leitos de UTI em mais de 20 cidades. Essa estrutura vai continuar. Caso haja necessidade, voltam a atender exclusivamente Covid”, informou o governador.

Camilo disse ainda que a medida vale para todos os hospitais de campanha montados anexos a hospitais da rede estadual, como Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e Hospital de Messejana (HM).

Além disso, o Hospital Leonardo da Vinci (HLV) passou a concentrar exclusivamente os novos casos de Covid. Até as 12h desta quinta-feira (12), a unidade de saúde tem ocupadas 30 das 48 UTIs ativas, um índice de 62,5%.

Barreiras sanitárias

O chefe do Executivo estadual revelou preocupação com a transmissão da variante Delta no Ceará, por isso recomenda o controle do fluxo de passageiros que chegam ao Estado, sobretudo via aeroportos.

O Governo do Estado conseguiu na Justiça a exigência de um resultado negativo de teste PCR ou a comprovação de imunização com as duas doses (D1 e D2) contra a Covid- 19 para embarques de passageiros com destino ao Ceará, incluindo residentes no Estado.

Ocupação da rede

Atualmente, a rede estadual de saúde dispõe de 5.205 leitos para atender pacientes com Covid-19, entre 1.347 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e 3.858 enfermarias, o que representa um aumento de 76,3% em relação aos 2.951 de maio de 2020, pico da primeira onda no Estado.

Até as 12h desta quinta-feira (12), a ocupação de leitos de UTI estava em 38,48%, somando unidades públicas e privadas do Ceará, de acordo com a plataforma IntegraSUS. Nas enfermarias, que atendem a casos mais leves, o índice era de 14,89%.

No mesmo período, havia apenas 14 pacientes com sintomas da doença em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que são a principal porta de entrada no sistema público de saúde.

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