Escolas particulares propõem próxima etapa de retomada para 16 de outubro em Fortaleza

De acordo com o Sindicato de Educação da Livre Iniciativa do Ceará (Sinepe), nova fase compreenderia turmas de graduação, além das demais séries do ensino fundamental. Proposta depende de aprovação do Governo do Estado

Crianças entrando na escola.
Legenda: A expectativa do Sindicato é que alunos matriculados entre o 3° e 8° ano do ensino fundamental retornem parcialmente para sala de aula em 14 dias
Foto: Fabiane de Paula

Com os bons resultados da retomada no ensino infantil na Capital, o Sindicato de Educação da Livre Iniciativa do Ceará (Sinepe) propôs ao Governo do Ceará nova data para o retorno do setor. A expectativa é que, com a permissão da gestão estadual, a partir do dia 16 de outubro, os cursos de graduação privados, além das demais turmas do Ensino Fundamental, voltem parcialmente à rotina presencial.

 

Caso a proposta seja aprovada pelo Governo, alunos da pós-graduação e cursos profissionalizantes privados devem retornar duas semanas depois, a partir do dia 30 de outubro. Andréa Nogueira, atual presidente do Sindicato, espera receber resposta sobre a nova etapa na próxima quarta-feira (7), para seguir o protocolo já definido pelo Governo.

“Nós estamos em conversa com a gestão estadual e tudo depende do cenário epidemiológico em Fortaleza. Por conta do decreto estadual, que pede um aviso de uma semana de antecedência para retomada, esperamos receber até, no máximo, dia 7. Sempre aguardamos o retorno do Governo do Estado para tomar nossas decisões”, ressalta Andrea.

Mortes por Covid-19 em Fortaleza

Faseamento

Na etapa atual de retomada da educação em instituições privadas, três níveis de ensino estão parcialmente no presencial: o ensino infantil, em ambiente escolar desde o dia 1° de setembro. Enquanto isso, as turmas de 1°, 2° e 9° ano do ensino fundamental, além do 3° ano do ensino médio, em sala desde a última quinta-feira (1°), estão com turmas limitadas a 35% do efetivo de alunos. 

A decisão foi anunciada no dia 19 de setembro, pelo governador Camilo Santana. O decreto com as medidas foi publicado no dia seguinte.

O retorno para às salas de aula é progressivo. Na estratégia adotada, turmas já admitidas no presencial podem aumentar a capacidade de alunos a cada etapa avançada. Dessa forma, quem estava limitado a 35% do efetivo, ao seguir para a fase seguinte, pode receber até 50% do corpo discente de modo presencial. 

Mas de acordo com o Sinepe ainda não há definição sobre a continuidade dessa progressão nas próximas etapas. “O ensino infantil, por exemplo, com o seguimento das fases, agora está com 50% de capacidade. Não sabemos ainda se, caso as escolas particulares continuem avançando, essa porcentagem nas séries infantis aumentará na próxima etapa. Tudo em avaliação pelo Estado e pela situação da Covid-19 em Fortaleza”, explica Andrea.

Para que as outras turmas retornem ainda este ano, a expectativa do Sindicato é que o Governo reduza o intervalo entre uma fase e outra da retomada. “Entre o retorno do ensino infantil e ensino fundamental foi um mês. Nós estamos pleiteando que esse intervalo fique em 14 dias de uma fase para outra”, indica Andréa, que coloca o retorno do ensino superior como assunto mais urgente. 

“Nós estamos formando futuros profissionais. Mesmo com as atividades práticas liberadas, esse convívio presencial é essencial para que o profissional chegue bem formado no mercado. As universidades já estão seus protocolos prontos e vem cumprindo as medidas todas as medidas sanitárias básicas”, garante a presidente.  

Ensino público

Embora o retorno letivo também compreenda as aulas na rede pública, as instituições municipais de Fortaleza não devem voltar em 2020. A informação foi confirmada pelo prefeito Roberto Cláudio, durante coletiva na tarde da última quarta-feira (30). 

O Município vai dar continuidade ao ensino remoto para os 231 mil estudantes da rede pública até o fim do atual semestre letivo. A decisão, de acordo com Roberto Cláudio, é uma "ação de proteção à vida, e dará mais segurança à saúde pública de Fortaleza, em prol da redução de qualquer risco de uma circulação viral".

Segundo a Prefeitura, "a elaboração de um plano para retorno das aulas presenciais levará em consideração a estrutura das unidades, além dos aspectos pedagógicos, provimento escolar e gestão".

Na rede estadual de ensino, o retorno presencial das aulas segue sem data. A informação foi dada pelo secretário da Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues, o Dr. Cabeto, e confirmada pela secretária estadual da Educação, Eliana Estrela, na última terça-feira (29).

“Ainda não tem uma data definida para esse retorno. Em nenhum momento fizemos a convocação nem de professor, nem de aluno, nem de servidor”, ressalta Eliana Estrela. A gestora informa que a Seduc está “dialogando com com toda comunidade escolar” e “visitando todas as escolas”. 

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