Demolição de quiosques no Cidade Jardim II gera protestos de moradores

A ação foi coordenada pela Agefis, que afirmou tratarem-se de estruturas construídas de forma irregular

Legenda: Quiosques no Residencial Cidade Jardim II são demolidos em ação da Agefis
Foto: Helene Santos

A demolição de quiosques na manhã desta sexta-feira (3) gerou tensão e protestos dos moradores do Residencial Cidade Jardim II, no bairro José Walter, em Fortaleza. As estruturas consideradas irregulares pela Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) foram derrubadas por tratores e escavadeiras.

Segundo os moradores, os locais vendiam pequenas mercearias, padarias, peixarias e bares. A Polícia Militar e a Guarda Municipal estiveram no local, mas não houve confronto físico. As pessoas da comunidade ainda tentaram questionar o motivo da demolição, mas não tiveram sucesso. 

Legenda: População protesta contra a demolição dos quiosques
Foto: Helene Santos

A Agefis informou que as construções eram irregulares e foram construídas há pouco tempo em área verde. Foram derrubadas nove delas, localizadas na Avenida G. Disse ainda que a ação foi decidida em reuniões entre o próprio órgão, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) e o Ministério Público do Ceará (MPCE). 

Já a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor) afirma que o projeto do Cidade Jardim II foi concebido pelo programa Minha Casa, Minha Vida, ainda que haja parceria entre Estado e Município no empreendimento. 

Diz ainda que a Prefeitura de Fortaleza, o Governo do Ceará, o Banco do Brasil e lideranças comunitárias firmam diálogo para definirem um espaço para as práticas comerciais na região. Algumas áreas para alocar os comerciantes locais foram apresentadas em reuniões anteriores às restrições da pandemia.

A intenção é impedir que haja a ocupação de áreas verdes e passeios, para que se mantenha a preservação do meio ambiente e o livre acesso das concessionárias para a manutenção dos serviços essenciais na área.