Após incêndio, presidência do TJCE será transferida provisoriamente para o Fórum Clóvis Beviláqua

Fogo atingiu o prédio na madrugada desta segunda-feira (6), no Cambeba

TJCE
Legenda: O incêndio no Palácio da Justiça já foi controlado pela equipe do Corpo de Bombeiros. As chamas começaram pelo almoxarifado, segundo o TJCE
Foto: Divulgação

Após incêndio que levou à interdição do prédio do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) nesta segunda-feira (6), a presidência do órgão será transferida temporariamente para o Fórum Clóvis Beviláqua, no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. A mudança ocorre a partir desta próxima quarta-feira (8). 

A decisão ocorreu durante reunião na tarde hoje. Participaram a presidente do TJCE, desembargadora Maria Nailde Pinheiro Nogueira, a diretora do Fórum, juíza Ana Cristina Esmeraldo, entre outros funcionários das instituições. 

Também foram discutidos o início das obras no prédio do TJCE e o funcionamento de outros setores prejudicados. A desembargadora disse que, apesar do "triste acontecimento, o trabalho do Judiciário não vai parar".

Ela lembrou que o trabalho remoto já ocorre desde o início da pandemia de Covid-19, em março de 2020. 

"No ano passado, os setores atingidos pelo incêndio também passaram a atuar no Fórum ou em outras unidades da Justiça. O mais importante é garantir que a população continue sendo assistida sem prejuízos”, afirmou.  

Sessões continuam ocorrendo virtualmente

Também ficou definido que as sessões de julgamento das Câmaras continuarão a acontecer totalmente virtuais e não híbridas, como havia sido determinado para acontecer a partir do dia 13 de setembro na portaria nº 1431/2021, publicada no Diário da Justiça da última terça-feira (31 de agosto).

Entenda o que houve

Por volta das 4h desta segunda, um incêndio atingiu a sede do Poder Judiciário Estadual, que fica no Centro Administrativo do Cambeba. Conforme relatos, o fogo começou pelo setor de almoxarifado, no térreo, e se espalhou por dois andares. 

No local, havia vigilantes, mas não houve feridos. 

O Corpo de Bombeiros montou uma força-tarefa para debelar as chamas, com cerca de 60 homens. Após a situação ser controlada, a Defesa Civil de Fortaleza interditou o prédio por considerar haver risco de desabamento da estrutura.

Os agentes constataram os danos de forma preliminar, mas ainda a serem confirmados em vistoria e relatório técnico com base na conclusão do Corpo de Bombeiros. 

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