Cantora cearense Luiza Nobel é destaque na revista nacional Harper's Bazaar

"É um reconhecimento nacional sobre o meu trabalho na música", comemora a artista que saiu na publicação de março da revista

Foto: Jorge Silvestre

Mulher, cearense, preta, gorda e artista! Luiza Nobel, cantora, atriz, compositora e arranjadora musical levou seu nome, sua imagem e sua arte como cantora para as páginas de uma das principais publicações de moda do Brasil, a Harper's Bazaar do mês de março.

"Eu saí na BAZAAR! Eu, mulher, preta, cearense, lgbtqia+ e gorda estou na @bazaarbr uma das maiores revistas de moda do Brasil! Vocês não tem ideia de como estou feliz, em ver este corpo estampado na revista, em uma revista tão importante, nunca abandonei essa história que eu tenho pra contar, #PretaPunk é sobre protagonizar minha história viver minha narrativa, escrever cantar e contar! Hoje dou esse passo lindo", escreveu Luiza em sua página no Instagram. 

Na publicação, a história de sua carreira, as novidades e lançamentos, e um pouco sobre sua trajetória pessoal permeiam duas páginas da revista. As fotos e a produção foram feitas em Fortaleza, com um conceito de realeza, riqueza e também de pertencimento. 

"Tem muito dourado, sou filha de Oxum, e muita riqueza porque é nossa essa riqueza, da minha ancestralidade", revelou a cantora em uma live.

"Tinha memórias ruins da minha imagem"

Luiza revelou que, apesar de sonhar e desejar isso, nunca achou que estamparia uma revista de moda desse porte. "Sempre sonhei com isso, mas parecia uma realidade distante".

Foto: Jorge Silvestre

Também durante a live, a cantora exibiu fotos suas da infância e da adolescência. "Eu passei muito tempo sem conseguir ver fotos minhas quando era criança porque eu tinha memórias muito ruins da minha imagem. Eu lembrava de quando eu era criança as pessoas faziam muito bullying comigo, me chamavam de gorda, eram racistas", relembra.

"E hoje eu olho pra essas fotos antigas e consigo ver muita beleza".

Preta Punk

Luiza atualmente divulga o projeto“Preta Punk”: uma construção dramatúrgica das vivências e urgências da artista relacionadas à aceitação do corpo, relações amorosas e suas reflexões enquanto mulher preta. 

Foto: Jorge Silvestre

 Nele, a cearense mergulha na trilha construída por outras mulheres, como Elza Soares, Yzalú, Tássia Reis, Mc Carol e Mahmundi, e interpreta músicas autorais e de compositores cearenses negros. No som, referências ao soul, jazz, blues e reggae, mas que também passeia pela lógica digital da música pop produzida atualmente. 

"Chego aqui em uma caminhada totalmente independente, mas nunca sozinha", reforça. 

Créditos das imagens para a Harpeer's Bazaar:

Fotografia por Jorge Silvestre (@jorgesilvestr)
Styling por Benia Almeida (@amorfas.morfa)
Assistência de Styling por Jefferson Rocha (@jeeff_rocha)
Cabelo e Maquiagem Pró Afro (@proafrocollab)
Luvas Jiboya Corporation (@jiboyacorp)


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