Veja o que se sabe sobre ataque que matou funcionários da embaixada de Israel em Washington

Vítimas eram namorados que planejavam se casar em breve

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(Atualizado às 17:16)
Yaron Lischinsky e Sarah Lynn Milgrim, casal de diplomatas mortos durante ataque a tiros em Washington D.C
Legenda: As vítimas foram identificadas como Yaron Lischinsky, que também tinha nacionalidade alemã, e Sarah Lynn Milgrim
Foto: Reprodução/@Israel via X

Dois funcionários da embaixada de Israel nos Estados Unidos foram mortos a tiros em frente ao Museu Judaico de Washington, na noite de quarta-feira (21). O ataque foi cometido por um homem que gritou "Palestina livre" ao ser detido, segundo informaram as autoridades.

O museu tinha um evento programado para jovens profissionais e diplomatas. A polícia informou que o suspeito entrou no prédio após os disparos e foi detido no local.

Quem são as vítimas do ataque em Washington?

O Ministério das Relações Exteriores de Israel identificou as vítimas como Yaron Lischinsky, que também tinha nacionalidade alemã, e Sarah Lynn Milgrim.

Namorados, eles planejavam se casar em breve, segundo o embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter. Ele detalhou à imprensa que o jovem comprara uma aliança para pedir a companheira em casamento na próxima semana, em Jerusalém.

Policiais responderam a várias ligações que alertaram para um tiroteio perto do museu, por volta das 21h (22h pelo horário de Brasília). Quando chegaram ao local, encontraram as vítimas inconscientes e sem respiração. Apesar dos esforços dos socorristas, os dois foram declarados mortos no local.

Evento no Museu Judaico

O alvo do ataque foi uma recepção anual organizada pelo American Jewish Committee (AJC) para jovens profissionais e diplomatas credenciados em Washington.

"O American Jewish Committee confirma que organizou um evento no Museu Judaico de Washington esta noite", afirmou em um comunicado o presidente do comitê, Ted Deutch. "Estamos devastados com um ato de violência indescritível que ocorreu em frente ao local".

O Museu Judaico fica no centro de Washington, perto do Capitólio e a um quilômetro e meio da Casa Branca

Quem é o autor do ataque?

"Antes do tiroteio, o suspeito do ataque foi observado caminhando de um lado para o outro fora do museu. Ele se aproximou de um grupo de quatro pessoas, sacou uma arma e abriu fogo", afirmou à imprensa Pamela Smith, chefe de polícia de Washington.

A polícia o identificou como Elías Rodríguez, de 30 anos, de Chicago. Segundo Smith, ao ser detido e algemado, ele gritou "Palestina livre".

Autor foi confundido com vítima

Após o atentado, houve uma confusão com o agressor, que foi inicialmente confundido como uma possível vítima.

Testemunhas afirmaram que os funcionários da segurança do museu permitiram a entrada do suspeito e, no local, ele foi consolado por várias pessoas, antes de admitir que era o responsável pelo ataque. "Algumas das pessoas que participavam do evento trouxeram água e o fizeram sentar", disse Yoni Kalin, que estava no museu.

Veja também

Autoridades condenam ataque 

O presidente americano, Donald Trump, condenou o que chamou de "assassinatos horríveis", motivados "obviamente pelo antissemitismo".

"O terrorismo e o ódio não vão nos quebrar", reagiu o presidente de Israel, Isaac Herzog, que se declarou "em choque" com o duplo homicídio.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o reforço da segurança das missões diplomáticas do país em todo o mundo e atribuiu o ataque à "incitação selvagem à violência contra o Estado de Israel".

"Ferir diplomatas e a comunidade judaica é atravessar uma linha vermelha", afirmou o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, que chamou o ataque de "terrorismo antissemita".

O ataque também foi condenado pelos governos da Alemanha, Espanha, França e Itália. A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, disse estar "chocada" e afirmou que "não pode haver espaço em nossas sociedades para o ódio, o extremismo ou o antissemitismo".

O ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, criticou os países europeus, incluindo alguns que são muito críticos a respeito da campanha militar em Gaza, com os consequentes atritos que o tema provoca com a diplomacia do Estado hebreu.

"Há uma linha direta entre este assassinato e a incitação antissemita e anti-israelense. Essa incitação ao ódio também é obra de líderes e autoridades de muitos países e organizações internacionais, em particular da Europa", disse o ministro.

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