Netanyahu defende ação dos Estados Unidos contra o governo da Venezuela

Declaração foi dada neste domingo (4).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Janeiro de 2026 - 14:21
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Legenda: No dia em que Caracas foi bombardeada, Netanyahu já havia parabenizado Trump pela ação.
Foto: Ohad Zwigenberg/ Pool/AFP.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (4) que, em relação à Venezuela, todo o governo israelense apoia a decisão dos Estados Unidos;

"Em relação à Venezuela, desejo expressar o apoio de todo o governo à decisão resoluta e à ação enérgica dos Estados Unidos para restaurar a liberdade e a justiça naquela região do mundo", disse Netanyahu.

A declaração foi feita na esteira dos acontecimentos que levaram à captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, pelo governo dos Estados Unidos, que os conduziu a um centro de detenção norte-americano

Esse apoio à política de Donald Trump não é novidade, porém. No mesmo sábado (3) em que Caracas, capital da Venezuela, foi bombardeada, Netanyahu já havia parabenizado o presidente americano pela ação no país.

Na rede social X (antigo Twitter), ele saudou a "determinação" e "brilhante atuação dos suas bravos soldados". As informações são do g1.

"Parabéns, presidente Donald Trump, pela sua liderança corajosa e histórica em prol da liberdade e da justiça", publicou.

Como reagiram os países apoiadores da Venezuela

Este domingo (4) foi dia de outros países também manifestarem posicionamento quanto à situação na Venezuela, seja a favor dos Estados Unidos, seja alinhados ao país sul-americano.

Nesse último caso, estiveram nações como China e Coreia do Norte. A primeira, uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela, afirmou que os Estados Unidos devem libertar Nicolás Maduro e a esposa imediatamente, e "resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação".

O Ministério das Relações Exteriores chinês destacou ainda, em um comunicado no site do país, que os Estados Unidos também deveriam garantir a segurança pessoal de Maduro e da esposa, alegando que a deportação deles "violou o direito e as normas internacionais".

A Coreia do Norte, por sua vez, informou que está atenta à gravidade da atual situação no país sul-americano, causado pelo "ato de arbitragem dos EUA". O ataque americano, na visão do Ministério das Relações Exteriores do país, é a "forma mais grave de violação de soberania".

Situação de Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela deve permanecer detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, uma prisão federal de segurança máxima nos Estados Unidos.

Ele foi levado a Nova York nesse sábado (3) após operação militar dos EUA no território venezuelano – Maduro é considerado "sequestrado" pelas autoridades venezuelanas

A ideia é que o político fique detido até julgamento. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, informou que Maduro e a esposa, Cilia Flores, são acusados de quatro crimes, dentre os quais, conspiração para narcoterrorismo.

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