Mundo passa de 2 milhões de mortos por Covid-19

Novo coronavírus já matou 2.000.066 de pessoas no planeta

Esta é uma imagem do coronavirus
Foto: Divulgação

O número total de mortos por Covid-19 em todo o mundo superou os dois milhões nesta sexta-feira (15), e a OMS alertou para a situação catastrófica no Brasil, enquanto o laboratório Pfizer anunciava atrasos na entrega das vacinas.

A situação no estado do Amazonas é pior do que durante a primeira onda da pandemia, e pode causar a colapso do sistema de saúde, alertou a Organização Mundial de Saúde. 

"Se as coisas continuarem assim, certamente veremos uma onda que será pior do que a onda catastrófica de abril e maio", alertou o diretor de emergência da organização, Michael Ryan. 

Faltam oxigênio, luvas e a equipe médica está adoecendo. Quando esses trabalhadores e funcionários começam a ficar gravemente doentes, "todo o seu sistema [de saúde] começa a implodir", disse Ryan. 

E as infecções na América do Sul, também em ascensão, não podem ser explicadas exclusivamente pelas novas variantes do coronavírus. 

"Também foi tudo o que não fizemos que provocou" esta nova onda, criticou o especialista, que pediu para não baixar a guarda com as restrições.

Europa supera os 30 milhões de contágios 

Das 2.000.066 mortes desde que o vírus foi descoberto na China, em dezembro de 2019, a Europa, com 650.560 mortes, é a região mais afetada, à frente da América Latina/Caribe (542.410) e dos Estados Unidos/Canadá (407.090), segundo um balanço da AFP.

A Europa ultrapassou 30 milhões de infecções nesta sexta-feira e, entre os países que registaram aumentos preocupantes nos últimos sete dias, destaca-se a Espanha, onde as infecções aumentaram 168% e adicionaram mais de 193 mil novos casos. Em seguida vem Portugal e Bélgica. 

A situação também é grave na Alemanha, que ultrapassou os dois milhões de infectados nesta sexta-feira. O país somou mais 22.368 casos e 1.113 mortes nas últimas 24 horas e o número de óbitos está próximo de 45.000. 

O país enfrenta, portanto, situações mais graves do que na primeira onda. "As câmaras frias funerárias estão lotadas. Estamos em um estado de desastre", explicou Jörg Schaldach, diretor de um crematório na região da Saxônia. 

A França adiantou o toque de recolher em duas horas a partir das 18h de sábado, enquanto Portugal iniciou um novo confinamento generalizado nesta sexta-feira, embora com escolas abertas.

Cooperação diante de novas cepas 

A cepa brasileira já foi detectada no Japão, enquanto no Brasil as imagens de pessoas carregando tanques de oxigênio para hospitais multiplicaram as críticas ao presidente Jair Bolsonaro pela gestão da pandemia.

Mais de 207.000 pessoas morreram no Brasil, país que só é superado em número de mortes pelos Estados Unidos (389.581), seguidos pela Índia (151.918) e pelo México (137.916).

Neste último, registrou-se a semana mais mortal da pandemia, com um total de 6.885 óbitos, segundo dados oficiais divulgados na quinta-feira, e o sistema de saúde está sobrecarregado, especialmente na Cidade do México, com nove milhões de habitantes e onde 91% dos leitos hospitalares estão ocupados.

Na Argentina, 45.000 mortes por covid-19 foram ultrapassadas na quinta-feira e já há mais de 1,7 milhão de infecções, o que obrigou as autoridades a restabelecer as restrições à circulação. 

No Peru, as infecções diárias triplicaram nas duas primeiras semanas de 2021, devido aos feriados de fim de ano e também haverá novas restrições. 

Do outro lado do mundo, no Japão, um ministro admitiu nesta sexta-feira a possibilidade de que as Olimpíadas de Tóquio, já adiadas no ano passado por conta da pandemia, também não sejam realizadas neste ano. 

"Tudo pode acontecer", disse Taro Kono, Ministro da Reforma Administrativa e alto funcionário do governo.

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o mundo

Assuntos Relacionados