Estudo aponta que homem pré-histórico dormia 6,5 horas por noite
Para chegar à conclusão, cientistas estudaram população de caçadores-coletores, que vivem como povos primitivos
Um estudo publicado nesta quinta-feira (15) pela revista Current Biology identificou que o homem pré-histórico não dormia mais que o homem moderno. Para chegar à afirmação, o estudo, realizado nos Estados Unidos, se concentrou nos padrões de sono de três comunidades tradicionais em três países.
De acordo com o estudo, com base nas populações de caçadores-coletores, o homem pré-histórico dormia em média 6,5 horas por noite. Além disso, o estudo identificou que povos da Bolívia, Namíbia e da Tanzânia não tiram sonecas regulares nem dormem logo que escurece, como se cogitava anteriormente.
"O tipo de sono dessas populações desafia a crença de que o sono foi altamente reduzido no mundo moderno", afirmou Jerome Siegel, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que é um dos autores do estudo.
O estudo
Três sociedades de caçadores-coletores, que vivem como os povos primitivos, foram estudadas. Os Hadza, na Tanzânia, e os San, na Namíbia, além de uma na América do Sul e os Tsimane, da Bolívia. Hábitos de sono de 94 pessoas foram registrados e dados de 1165 dias foram coletados, para chegar a conclusão de que o tempo médio de sono entre eles seria de 5,7 horas e 7,1 horas.
Outro ponto curioso registrado foi a diferença entre os caçadores-coletores e o homem da sociedade industrial: poucas pessoas do primeiro grupo sofrem com a insônia crônica, e o estudo, segundo os pesquisadores, poderiam ajudar na busca pela solução de alguns distúrbios do sono atuais.