'Marco na medicina', diz cardiologista sobre transplante de coração de porco em humano

Fernando Bacal declarou que esse tipo de operação tem sido estudado desde a década de 1980

Escrito por Redação,

Ser Saúde
equipe médica durante cirurgia
Legenda: A operação foi realizada na última sexta-feira (7)
Foto: University Maryland School of Medicine/AFP

 Um “marco na medicina”. Foi assim que o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Fernando Bacal, se referiu ao inédito transplante do coração de um porco geneticamente modificado em um homem nos Estados Unidos, durante entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (11). 

Conforme o cardiologista, esse tipo de operação vem sendo estudada desde a década de 1980 e o sucesso da recente intervenção se deu a partir da superação de muitos obstáculos por parte dos cientistas. 

Para evitar a rejeição do órgão pelo corpo do paciente, mencionou o médico, foi necessário realizar alterações genéticas no órgão, adicionando e retirando proteínas. Além disso, havia o risco de que viroses animais fossem transmitidas para humanos. A operação foi realizada na última sexta-feira (7).

Mais transplantes

Na opinião do especialista, o transplante de animais para humanos é uma alternativa que amenizaria a falta de órgãos doados.

Baseado em dados da Sociedade Brasileira de Medicina, ele lembrou que o Brasil precisaria realizar 1.200 transplantes de coração por ano, mas esse número chega somente a 400.

“Ainda temos outras etapas, mas é um avanço que cria expectativa muito grande para que a gente mude a história do transplante e que os pacientes sejam transplantados com mais rapidez e agilidade, diminuindo o sofrimento de uma doença incapacitante”, comemorou.