Operação no HGF apura cobrança de taxas por consulta, exame e remédios a transplantados

Segundo as investigações, o grupo cobraria ilegalmente taxas de pacientes e familiares para influenciar na marcação de consultas e exames e na liberação de medicações contínuas necessárias aos transplantados

Legenda: Os envolvidos poderão responder pelos crimes de concussão, peculato e organização criminosa
Foto: Kilvia Muniz/Sistema Verdes Mares

A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quinta-feira (3), seis mandados de busca e apreensão contra uma suposta organização criminosa que cobrava taxas por consultas, exames e remédio a pacientes transplantados do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), em Fortaleza. Os nomes dos alvos dos mandados não foram divulgados.

A Operação Hígia aponta que o grupo cobraria ilegalmente taxas de pacientes e seus familiares para influenciar na marcação de consultas e exames, bem como garantir o fornecimento das medicações contínuas que são necessárias aos transplantados. A denúncia partiu da própria direção do hospital, que identificou a situação e acionou a Polícia Civil.

Ao todo, 40 policiais civis da Delegacia de Combate à Corrupção  (Decor), com o apoio de outras unidades da Polícia Civil, cumprem as decisões judiciais contra os alvos da operação, em Fortaleza. Há mandados sendo cumpridos no hospital.

Com as ações desta quinta-feira, a polícia busca desmontar o esquema criminoso e identificar outros possíveis envolvidos na rede de corrupção investigada, assim como recuperar ativos oriundos de tais práticas criminosas. 

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de concussão, peculato e organização criminosa. O nome da operação é uma referência à deusa da mitologia grega de nome Hígia, responsável pela preservação da saúde e que originou as palavras higiene e saúde em nosso vocabulário.

Boletim de ocorrência em junho

O Hospital Geral de Fortaleza (HGF) informou, por meio de nota, que, em junho deste ano, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após receber a denúncia de que funcionários terceirizados da unidade estariam cobrando pela marcação de consulta ofertada gratuitamente pelo serviço público de saúde. À época, segundo a unidade, a direção do hospital também abriu um processo administrativo para apurar a conduta dos colaboradores, ao passo que passou a colaborar, desde então e até o momento, com todas as investigações em andamento pela PCCE, prestando as informações necessárias.

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