Oito suspeitos de ações criminosas com explosivos são presos

Secretário André Costa pediu que pais observem filhos para evitar envolvimento em facções

Oito pessoas foram presas suspeitas de participar de ações envolvendo explosivos na onda de ataques que ocorre no Ceará desde 2 de janeiro. As investigações apontam que parte desse grupo roubou cinco toneladas de explosivos em 20 de dezembro, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Uma pessoa está foragida e outra foi transferida de uma unidade prisional. Ao todo, 430 pessoas foram presas por envolvimento nos ataques.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira (25), o Secretário da Segurança André Costa disse que "todos os chefes de facção criminosa que estão na rua serão presos". 

O Secretário também fez um pedido aos pais de adolescentes para evitar que os jovens se envolvam com facções. "Temos que pedir aos pais e as mães, em especial, de adolescentes, que observem seus filhos porque temos visto um avanço e um aumento de chefes de facção buscando muitos menores", acrescentou.


Ataques no Ceará

Desde o dia 2 de janeiro, quando começaram as ações criminosas, ocorreram 249 ataques contra ônibus, carros, prédios públicos, prefeituras e comércios em 50 dos 184 municípios cearenses.

Perfil dos presos e o que fizeram 

  • Nayara Adeodato de Oliveira, 24 anos, indiciada por integrar organização criminosa. Negociava explosivos com Helindonberto Lima Alves e um foragido, na região do Planalto Ayrton Senna. Presa dia 7 de janeiro.
  • Helindonberto Lima Alves, 37 anos, conhecido como Magão, autuado por integrar organização criminosa, receptação, associação criminosa e posse de explosivos. Transportava explosivos para Nayara e outros dois foragidos, no Planalto Ayrton Senna. Preso dia 8 de janeiro.
  • José Gil Ferreira da Silva, 22 anos, conhecido como Tizil, indiciado por integrar organização criminosa. Participou do roubo da carga de explosivos no dia 20 de dezembro de 2018 e da negociação da venda dessa carga para Daniel Belmiro José Rodrigues. Preso na CPPL1 e transferido para o presídio federal de Mossoró. Foi preso dia 14 de janeiro.
  • Ackel Jarley Bezerra, 35 anos, conhecido como Pantera, autuado por receptação e associação criminosa. Ao lado de Milene Constantino dos Santos era responsável por transportar e guardar a carga de explosivos vendida para Daniel Belmiro José Rodrigues. Preso dia 16 de janeiro.
  • Thamires Cristina Gomes Barroso Gadelha, 24 anos, conhecida como Thammy, autuada por associação criminosa. Participou de ações criminosas com explosivos e foi presa depois de articular mortes de agentes de segurança pública. Foi presa dia 18 de janeiro.
  • Delânia de Souza Barroso, 27 anos, conhecida como Feiticeira, indiciada por integrar organização criminosa, possui antecedentes por tentativa de furto, tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. É uma das responsáveis por colocar artefatos explosivos no viaduto da BR 020, em Caucaia, e orquestrava outros atos criminosos com explosivos. Presa dia 23 de janeiro.
  • Milene Constantino dos Santos, autuada por receptação e associação criminosa, possui antecedentes por posse de drogas e receptação, companheira de Daniel Belmiro José Rodrigues. Responsável por transportar e guardar a carga de explosivos roubada. Presa dia 16 de janeiro.
  • Antônio Cristiano de Andrade Costa, 24 anos, conhecido como Centenário, indiciado por associação criminosa, possui antecedentes por roubo, corrupção de menor, tráfico e organização para o tráfico de drogas. É apontado como responsável por arquitetar ações criminosas contra um posto de combustíveis no bairro Jangurussu. Preso dia 24 de janeiro.

Foragido

Welyson Nogueira Fernandes Gomes, 21 anos, conhecido como Cueca, sem antecedentes criminais, pé procurado pela polícia. Participou do roubo da carga de explosivos e atuou diretamente na venda da carga a Daniel Belmiro José Rodrigues

Transferido para presídio 

Daniel Belmiro José Rodrigues, 47 anos, conhecido como Negão, indiciado por posse ou porte de arma de fogo de uso restrito, possui antecedentes por roubos, receptação, dano, porte ilegal de arma de fogo, extorsão mediante sequestro e associação criminosa. Comprador da carga de explosivos e responsável, mesmo preso, por armazenar e vender o material, junto com Milene e Pantera. Foi transferido para um presídio federal em Mossoró-RN.

Denúncia

O Governo disponibilizou um número de WhatsApp para o qual as pessoas podem enviar informações, áudios, fotos e vídeos que levem à captura de criminosos. O número é (85) 98969.0182. As denúncias também podem ser feitas por meio do telefone 181, o Disque-Denúncia
 


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