Ex-prefeito de Granjeiro acusado da morte de João do Povo deixa cadeia e vai para prisão domiciliar

Vicente Tomé teve habeas corpus deferido após pedido de sua defesa alegar grupo de risco da Covid-19 pela idade do ex-gestor, que tem 62 anos

Escrito por Redação,

Segurança
População observa corpo de João do Povo estendido em calçada coberto por um lençol
Legenda: João do Povo foi morto na véspera de Natal de 2019 enquanto caminhava em um açude
Foto: Valéria Alves/SVM

Vicente Félix de Sousa, o 'Vicente Tomé', ex-prefeito do Granjeiro, Interior do Ceará, deixou a Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (Pirc) nesta quarta-feira (17) para cumprir prisão domiciliar. Ele é investigado pelo assassinato do então prefeito do município João Gregório Neto, o 'João do Povo', ocorrido na véspera de Natal de 2019.

Decisão da Justiça acatou habeas corpus pedido pela defesa devido à idade do preso, 62 anos, ser um fator de risco para a Covid-19.

Vicente estava preso preventivamente desde julho de 2020, no âmbito da Operação Granjeiro. 

O também ex-prefeito de Granjeiro e filho de Vicente, Ticiano Tomé (vice na época de João do Povo), que foi preso com seu pai, segue encarcerado. A dupla seria a mentora do assassinato, que, conforme investigações, teria motivação política.

17 pessoas denunciadas pelo crime

A Promotoria de Justiça da Comarca Vinculada de Granjeiro denunciou 17 pessoas por envolvimento no assassinato do prefeito do município, João Gregório Neto, o 'João do Povo'. Segundo o Ministério Público do Ceará (MPCE), a Justiça Estadual aceitou a denúncia no último dia 12 de agosto e tornou-os réus na ação criminal, após "constatação da presença de todos os requisitos legais".