Caso Jamile: Pefoce não conclui se tiro que causou morte partiu do namorado ou da própria empresária

Materiais colhidos na reprodução simulada não foram suficientes para determinar quem disparou a pistola dentro do apartamento onde Jamile morava

Legenda: Jamile de Oliveira e Aldemir Pessoa Júnior namoravam há cerca de cinco meses. Os dois estavam morando juntos

Um exame pericial feito pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) sobre a morte de Jamile de Oliveira Correia não concluiu se o disparo de arma de fogo partiu do namorado, o advogado Aldemir Pessoa Junior, ou da própria empresária. O caso é investigado pelo 2º Distrito Policial. (Veja o resultado do laudo no fim desta publicação)

Segundo o laudo da reprodução simulada do dia da morte, "os materiais colhidos não são suficientes para concluir se o tiro partiu do namorado de Jamile, o advogado Aldemir Pessoa Junior, ou da própria empresária".

A simulação foi realizada pela Polícia Civil, no dia 31 de novembro, no apartamento onde a vítima morava. A empresária foi baleada no dia 29 de agosto de 2019 durante uma discussão com o namorado no closet do apartamento de luxo onde morava. 

Tiro em apartamento

Jamile foi baleada no peito, dentro de um closet do apartamento onde morava, no bairro Meireles. Na madrugada do dia 30 de agosto de 2019, ela foi levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF) pelo namorado, o advogado Aldemir Pessoa Júnior, e pelo filho de apenas 14 anos.

O homem informou a funcionários da unidade de saúde que Jamile havia tentado se matar. Na manhã do dia 31, ela não resistiu às complicações sofridas pelo disparo.

Legenda: A empresária Jamile Correia morreu por volta de 7h do dia 31 de agosto, no IJF
Foto: Foto: Reprodução

Em 1º de setembro, a empresária foi sepultada e, um dia depois, a Polícia Civil começou a investigar o caso. As apurações começaram a apontar para outra linha de investigação: um feminicídio, cometido por Aldemir. A tese é defendida pela família de Jamile. Já o ex-companheiro da mulher sustenta a versão de suicídio.

Os 30 dias iniciais não foram suficientes para concluir o intrincado quebra-cabeças que envolve a morte da mulher, e a delegada Socorro Portela, que preside o inquérito, pediu mais tempo à Justiça, o que foi concedido. O novo prazo também não foi suficiente, e a Justiça autorizou que a investigação se prolongue por mais 60 dias.

Veja a conclusão feita pela Pefoce: 

Fundamentado no exposto, nas informações sistematicamente descritas, nos relatos coligidos durante a reprodução simulada, nos elementos do conjunto estático e dinâmico do local, nas análises realizadas quanto à direção e ângulo da arma no momento do disparo, nas possibilidades de empunhadura da pistola, nas provas materiais existentes nos laudos periciais relacionados, nas características físicas do Sr. Aldemir e da Sra. Jamile, de acordo com os elementos de convicção técnico-científicos, estes peritos criminais informam ter havido no local analisado, um disparo de arma de fogo que vitimou a Sra. Jamile de Oliveira Correia atingindo sua região precordial, cujos elementos materiais não são suficientes para determinar se o disparo da pistola em referência ocorreu de forma intencional, por parte do Sr. Aldemir ou da Sra. Jamile, ou acidental quando da disputa pelo controle da arma de fogo.

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