Acusado de roubo à Corpvs é suspeito

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Redação producaodiario@svm.com.br
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Foto: Reprodução
Robson de Sousa Almeida. Este é o homem que a Polícia Federal (PF), agora, procura como sendo um dos principais suspeitos de ter comandado o roubo milionário na sede do Banco Central, em Fortaleza, no último fim de semana.

Dono de uma extensa ficha criminal, Robson foi acusado de ser um dos articuladores do assalto à empresa de segurança privada Corpvs, ocorrido em julho de 1999, quando dali foram roubados dali cerca de R$ 6,9 milhões. Até então, o ataque à Corpvs era considerado o maior roubo já registrado no Estado do Ceará.

Contando 32 anos de idade, Robson é natural da cidade de Boa Viagem e primo do empresário José Charles Machado de Morais, dono da empresa ‘J.E. Transportes’ e preso, em Minas Gerais, sob a acusação de ter participação no roubo dos R$ 164,7 milhões do BC.

CARROS - A Polícia Federal já sabe que Robson e seu primo Charles estiveram na revendedora de veículos ‘Brilhe Car’, duas semanas antes do roubo no BC. Naquela ocasião, Charles teriam afirmado aos donos da revendedora - os irmãos Dermival e Elizomarte Fernandes Vieira - que estava ‘levantando’ uma quantia estimada em R$ 1 milhão e que este dinheiro seria usado na compra de carros, para revendê-los em São Paulo.

A compra dos veículos acabou se concretizando no último sábado. Sozinho, Charles foi à ‘Brilhe Car’ por volta de nove horas, escolheu os carros que queria e disse que pagaria tudo à vista. Cumpriu a promessa: mais tarde, por volta de 15 horas, retornou à loja com um saco onde havia nada menos que R$ 980 mil, tudo em cédulas de R$ 50,00. Era uma pequena parte do dinheiro furtado do cofre do BC.

PRIMO - A suspeita de participação de Robson na empreitada criminosa começou a ser investigada ainda na terça-feira, um dia após a descoberta do crime. Já na edição de ontem, o Diário do Nordeste publicou, com exclusividade, informações dando conta de que parte da organização criminosa responsável pelo roubo na casa forte do BC era ‘baseada’ na cidade de Boa Viagem, terra natal do empresário Charles Machado de Morais e de seu primo, Robson.

CONTATOS - Robson foi preso pela Polícia Civil em setembro de 1999, apenas dois meses após o assalto milionário à Corpvs. Investigações realizadas pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) mostraram que ele foi o principal articulador do crime. Manteve contatos telefônicos e recrutou bandidos de São Paulo e Sergipe para invadir a empresa de segurança e ‘limpar’ o cofre. A trama acabou sendo concretizada na manhã do dia 9 de julho de 1999. As provas encontradas contra ele fizeram a Justiça decretar sua prisão preventiva. Depois de quase dois anos preso, Robson foi libertado. Em junho de 2001, acabou sendo absolvido. Porém, atualmente, continua sendo processado pela Justiça, sob a acusação de tráfico de drogas.

INVESTIGA - A PF continua investigando outros nomes de bandidos já envolvidos em assaltos de grande monta no Brasil e, principalmente no Nordeste. Os ‘federais’ continuam acreditando que o roubo milionário no BC pode ter sido praticado por um consórcio de quadrilhas, e não apenas por um grupo isolado. Fontes da PF voltaram a afirmar, ontem, que as investigações se concentram sobre quadrilhas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.