Tradição dos sapateiros é mantida
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Canindé. Mesmo com o avanço da tecnologia, a profissão de sapateiros ainda resiste ao tempo, garantindo aos mais diversos clientes um toque especial sobre os pés. No município de Canindé, onde a população flutuante altera o número de habitantes todos os dias, esse profissionais aprenderam a arte de pintar e consertar sapatos. Um exemplo é de José Néri da Silva, 70 anos, conhecido na praça por “Pebinha”, por causa do seu tamanho. Ele conta, com orgulho, como iniciou esta profissão. “Comecei aos oito anos na Rua Justiniano de Serpa, no número 525, em Fortaleza. No dia 18 de maio de 1948, retornei para Canindé, onde construí minha família e nessa arte criei os quatro filhos, cinco netos e um bisneto”, diz Pebinha.
Sua clientela passa pelo desempregado ao médico e, com isso, conquistou a fidelidade das pessoas. “Foi uma vida de arte que Deus me deu. Aqui, pintamos, consertamos, só não fazemos o sapato porque não temos a máquina”, brinca. Assim como muitos sapateiros que existem no Interior, esta arte de consertar passa de pai para filho. Valdenir Pereira da Silva, 33 anos, conhecido por Val, está há 3 anos nesse setor. “Agora é seguir à risca o que meu pai fez durante todo esse tempo. Sinto-me feliz por estar trabalhando numa profissão que sempre gostei”, diz Val.
Orgulho
Outro que não esconde o orgulho de ser sapateiro é Elias Alves de Almeida, o “Risadinha”, 66 anos. Ele começou a pintar sapatos no Estado do Piauí em 1966. Dois anos depois, veio participar de uma romaria em Canindé, gostou da cidade, ficou e, em 1970, se instalou na considerada Terra dos Milagres, onde vive e trabalha na arte de engraxar e consertar sandálias e sapatos. “Eu amo a minha profissão”, diz, com orgulho. Já Raimundo Ferreira Lins, o “Mocozinho”, 65 anos depois de ensinar o ofício ao filho Everaldo da Silva Lins, 38 anos, resolveu conhecer um pouco que a vida oferece. Após tanto tempo consertando sapatos, ele aproveita o momento para viajar, namorar e curtir a motoneta que apelidou de “Rainha da Sucata”. De acordo com ele, sapateiro “é uma profissão que traz orgulho, porque pegamos o sapato do cliente cheio de problemas e ele volta para os pés do médico, do advogado, do desempregado novinho em folha”, fala.
Não faltam sapateiros no Interior do Estado, principalmente quando estes profissionais começam a labuta ainda quando criança. Um deles, conhecido apenas por Everaldo, disse que entrou no trabalho com 10 anos de idade e hoje já faz serviços de todos os tipos na Praça Thomaz Barbosa, onde eles ficam instalados.
ANTÔNIO CARLOS ALVES
Colaborador
Mais informações:
Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Infra - Estrutura de Canindé
Secretário Ademir Monteiro
(85) 9601.0773
Sua clientela passa pelo desempregado ao médico e, com isso, conquistou a fidelidade das pessoas. “Foi uma vida de arte que Deus me deu. Aqui, pintamos, consertamos, só não fazemos o sapato porque não temos a máquina”, brinca. Assim como muitos sapateiros que existem no Interior, esta arte de consertar passa de pai para filho. Valdenir Pereira da Silva, 33 anos, conhecido por Val, está há 3 anos nesse setor. “Agora é seguir à risca o que meu pai fez durante todo esse tempo. Sinto-me feliz por estar trabalhando numa profissão que sempre gostei”, diz Val.
Orgulho
Outro que não esconde o orgulho de ser sapateiro é Elias Alves de Almeida, o “Risadinha”, 66 anos. Ele começou a pintar sapatos no Estado do Piauí em 1966. Dois anos depois, veio participar de uma romaria em Canindé, gostou da cidade, ficou e, em 1970, se instalou na considerada Terra dos Milagres, onde vive e trabalha na arte de engraxar e consertar sandálias e sapatos. “Eu amo a minha profissão”, diz, com orgulho. Já Raimundo Ferreira Lins, o “Mocozinho”, 65 anos depois de ensinar o ofício ao filho Everaldo da Silva Lins, 38 anos, resolveu conhecer um pouco que a vida oferece. Após tanto tempo consertando sapatos, ele aproveita o momento para viajar, namorar e curtir a motoneta que apelidou de “Rainha da Sucata”. De acordo com ele, sapateiro “é uma profissão que traz orgulho, porque pegamos o sapato do cliente cheio de problemas e ele volta para os pés do médico, do advogado, do desempregado novinho em folha”, fala.
Não faltam sapateiros no Interior do Estado, principalmente quando estes profissionais começam a labuta ainda quando criança. Um deles, conhecido apenas por Everaldo, disse que entrou no trabalho com 10 anos de idade e hoje já faz serviços de todos os tipos na Praça Thomaz Barbosa, onde eles ficam instalados.
ANTÔNIO CARLOS ALVES
Colaborador
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(85) 9601.0773