População participa de ato pela paz
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Redação
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MELQUÍADES JÚNIOR
Limoeiro do Norte. A dor de perder a filha, a mãe, a colega de trabalho, a professora, tudo o que representava a jovem Cleidenilce Gadelha de Sousa, assassinada brutalmente, há um ano, e relembrada nesta semana durante a caminhada contra a violência e a impunidade, realizada nesta cidade. Com cartazes, cartolinas, fotos e gritos de justiça, homens e mulheres, crianças e adultos, organizados pelo Conselho Municipal da Mulher, caminharam pelas ruas da cidade pedindo paz.
A última grande caminhada pela paz neste município aconteceu após a trágica chacina que vitimou sete pessoas. A caminhada pela paz e contra a violência e a impunidade foi organizada pelo recém formado Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, à frente a primeira-dama municipal, Célia Costa Lima.
A professora Cleidenilce Gadelha de Sousa, 31 anos, residente no bairro Populares, em Limoeiro, foi encontrada morta, por meio de estrangulamento, na localidade de Morros, perto do balneário de Pedrinhas. Numa situação aterrorizante, na noite do dia anterior a professora havia ligado, do celular, para uma amiga, pedindo - com respiração ofegante – ajuda. Conforme a família da vítima, a polícia foi acionada, mas que não teria de pronto feito buscas, o que só aconteceu na manhã do dia seguinte, quando a professora foi encontrada num matagal.
O principal suspeito do crime é o jogador de futebol conhecido por Oliveira Russano. Segundo a família e amigas da vítima, o jogador perseguia, há muito tempo, a professora.
Em depoimento emocionado, a mãe da vítima, Socorro Gadelha de Sousa, clama por justiça. A avó agora é também mãe das netas Karina Kelly, de cinco anos, e Sâmara Sâmia, de 12, filhas da professora assassinada. “Depois que a mãe ‘se foi’, elas estão mais tristes. A mais nova, quando vê uma estrela no Céu, pergunta se é a mãezinha dela”, conta Socorro, acrescentando que “essa mobilização é importante para as pessoas, mas não para a polícia”. A tia da Cleidenilce, Verônica Moura, perdeu um irmão também de forma violenta.
Muitos estudantes também comentaram casos conhecidos de violência na família ou amigos. “Só queríamos que a justiça não fosse cega”, afirma um cartaz empunhado pelas professoras da Escola César Neto, na localidade rural de Sucupira, onde Cleidenilce trabalhava. “Esse crime não pode ficar impune, as pessoas não podem esquecer o que aconteceu”, afirma a educadora Claudeniza Maia, que foi amiga e colega de trabalho de Cleidenilce.
A última grande caminhada pela paz neste município aconteceu após a trágica chacina que vitimou sete pessoas. A caminhada pela paz e contra a violência e a impunidade foi organizada pelo recém formado Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, à frente a primeira-dama municipal, Célia Costa Lima.
A professora Cleidenilce Gadelha de Sousa, 31 anos, residente no bairro Populares, em Limoeiro, foi encontrada morta, por meio de estrangulamento, na localidade de Morros, perto do balneário de Pedrinhas. Numa situação aterrorizante, na noite do dia anterior a professora havia ligado, do celular, para uma amiga, pedindo - com respiração ofegante – ajuda. Conforme a família da vítima, a polícia foi acionada, mas que não teria de pronto feito buscas, o que só aconteceu na manhã do dia seguinte, quando a professora foi encontrada num matagal.
O principal suspeito do crime é o jogador de futebol conhecido por Oliveira Russano. Segundo a família e amigas da vítima, o jogador perseguia, há muito tempo, a professora.
Em depoimento emocionado, a mãe da vítima, Socorro Gadelha de Sousa, clama por justiça. A avó agora é também mãe das netas Karina Kelly, de cinco anos, e Sâmara Sâmia, de 12, filhas da professora assassinada. “Depois que a mãe ‘se foi’, elas estão mais tristes. A mais nova, quando vê uma estrela no Céu, pergunta se é a mãezinha dela”, conta Socorro, acrescentando que “essa mobilização é importante para as pessoas, mas não para a polícia”. A tia da Cleidenilce, Verônica Moura, perdeu um irmão também de forma violenta.
Muitos estudantes também comentaram casos conhecidos de violência na família ou amigos. “Só queríamos que a justiça não fosse cega”, afirma um cartaz empunhado pelas professoras da Escola César Neto, na localidade rural de Sucupira, onde Cleidenilce trabalhava. “Esse crime não pode ficar impune, as pessoas não podem esquecer o que aconteceu”, afirma a educadora Claudeniza Maia, que foi amiga e colega de trabalho de Cleidenilce.