Relembrado fim da escravidão
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O município de Redenção rememora, amanhã, a libertação dos escravos no Estado do Ceará
Fortaleza. A libertação dos escravos no Estado do Ceará será festejada, amanhã, no município de Redenção, localizado no Maciço de Baturité. A data já faz parte do calendário de eventos culturais da cidade. Tanto que, além deste dia, também é comemorada em mais duas outras datas: 1º de janeiro e 13 de maio.
Dentro da programação, a Secretaria de Cultura e Turismo Municipal, em parceria com a Secretaria de Educação, está facilitando, com transporte, a visitação ao Museu Histórico e Memorial da Liberdade dos estudantes das escolas públicas de Redenção.
O museu recebeu nos dias 22 e 23 cerca de 200 alunos, que participaram de ações educativas. Dentro dessa atividade, o tema focalizada como principal foi a libertação dos escravos. Os estudantes ainda fizeram uma visita os monumentos históricos.
Neste domingo (25), a programação de comemoração continua, a partir das 20h30min. Para a população da cidade, haverá o desfile do Maracatu Nação Baobá, na praça da matriz.
A organização do evento lembra que este grupo de maracatu homenageou a cidade de Redenção durante o período do Carnaval.
Abolição
O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravidão. Em relação as demais províncias era a que menos possuía escravos, pois eram traficados para os centros cacaueiros, cafeeiro e açucareiro por bons preços.
Essa exploração foi, aos poucos, despertando repulsa entre os cearenses que iniciaram, em Fortaleza, em 1879, um movimento emancipador denominado “Perseverança e Porvir”.
Os primeiros abolicionistas foram José Amaral, José Teodorico da Costa, Antônio Cruz Saldanha, Alfredo Salgado, Joaquim José de Oliveira, José da Silva, Manoel Albano Filho, Antônio Martins Francisco Araújo, Antônio Soares Teixeira Júnior.
Sociedade Libertadora
Em 1880, esses abolicionistas fundaram a Sociedade Libertadora Cearense com 225 sócios, cujo presidente provisório foi João Cordeiro. Para divulgar seus ideais, em 1881, fundaram o Jornal O Libertador.
As datas festejadas pelo município de Redenção, foram marcantes no processo de libertação dos escravos. Em 25 de março de 1881, por exemplo, a Sociedade alforriou 35 escravos. Outra sociedade contribuiu para o movimento abolicionista. Tratou-se do Centro Abolicionista 25 de dezembro, fundado em 19 de dezembro de 1882. Dessa maneira, em 25 de março de 1884, foi abolida a escravidão no Ceará.
Os jangadeiros cearenses também aderiram ao movimento abolicionista e, em janeiro de 1881, fecharam o porto de Fortaleza ao embarque de escravos. Eles eram liderados por Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar.
No dia 1º de janeiro de 1883, a Vila do Acarape, atual Redenção, emancipou seus escravos há menos de um ano antes da província do Ceará. O povo redencionista guarda na memória o gesto heróico de ter libertado seus 116 escravos. Assim, Redenção é conhecida como Rosal da Liberdade.
Fortaleza. A libertação dos escravos no Estado do Ceará será festejada, amanhã, no município de Redenção, localizado no Maciço de Baturité. A data já faz parte do calendário de eventos culturais da cidade. Tanto que, além deste dia, também é comemorada em mais duas outras datas: 1º de janeiro e 13 de maio.
Dentro da programação, a Secretaria de Cultura e Turismo Municipal, em parceria com a Secretaria de Educação, está facilitando, com transporte, a visitação ao Museu Histórico e Memorial da Liberdade dos estudantes das escolas públicas de Redenção.
O museu recebeu nos dias 22 e 23 cerca de 200 alunos, que participaram de ações educativas. Dentro dessa atividade, o tema focalizada como principal foi a libertação dos escravos. Os estudantes ainda fizeram uma visita os monumentos históricos.
Neste domingo (25), a programação de comemoração continua, a partir das 20h30min. Para a população da cidade, haverá o desfile do Maracatu Nação Baobá, na praça da matriz.
A organização do evento lembra que este grupo de maracatu homenageou a cidade de Redenção durante o período do Carnaval.
Abolição
O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravidão. Em relação as demais províncias era a que menos possuía escravos, pois eram traficados para os centros cacaueiros, cafeeiro e açucareiro por bons preços.
Essa exploração foi, aos poucos, despertando repulsa entre os cearenses que iniciaram, em Fortaleza, em 1879, um movimento emancipador denominado “Perseverança e Porvir”.
Os primeiros abolicionistas foram José Amaral, José Teodorico da Costa, Antônio Cruz Saldanha, Alfredo Salgado, Joaquim José de Oliveira, José da Silva, Manoel Albano Filho, Antônio Martins Francisco Araújo, Antônio Soares Teixeira Júnior.
Sociedade Libertadora
Em 1880, esses abolicionistas fundaram a Sociedade Libertadora Cearense com 225 sócios, cujo presidente provisório foi João Cordeiro. Para divulgar seus ideais, em 1881, fundaram o Jornal O Libertador.
As datas festejadas pelo município de Redenção, foram marcantes no processo de libertação dos escravos. Em 25 de março de 1881, por exemplo, a Sociedade alforriou 35 escravos. Outra sociedade contribuiu para o movimento abolicionista. Tratou-se do Centro Abolicionista 25 de dezembro, fundado em 19 de dezembro de 1882. Dessa maneira, em 25 de março de 1884, foi abolida a escravidão no Ceará.
Os jangadeiros cearenses também aderiram ao movimento abolicionista e, em janeiro de 1881, fecharam o porto de Fortaleza ao embarque de escravos. Eles eram liderados por Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar.
No dia 1º de janeiro de 1883, a Vila do Acarape, atual Redenção, emancipou seus escravos há menos de um ano antes da província do Ceará. O povo redencionista guarda na memória o gesto heróico de ter libertado seus 116 escravos. Assim, Redenção é conhecida como Rosal da Liberdade.