Perigo de rompimento gera pânico entre quixadaenses
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Redação
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Idson Ricart
Quixadá (Sucursal) - Os moradores de Quixadá viveram ontem momentos de pânico. Nenhum quixadaense soube precisar como o boato se espalhou, o fato é que um pequeno desmoronamento de terra que circundava a revência (sangradouro de água) do Açude Macário, situado na Fazenda Manaia, há cerca de 20 quilômetros de Quixadá, agitou a cidade.
Diz o ditado que “quem conta um conto aumenta um ponto”. E o boato foi ganhando tantos pontos de exclamação, vírgulas e parágrafos, que o pequeno desmoronamento ganhou ares de tragédia iminente, com Açude Macário prestes a romper e inundar toda a cidade.
Algumas rádios da cidade comentaram o fato, o que preocupou principalmente os moradores circunvizinhos à Lagoa do Bispo, situada próxima ao centro da cidade. “Para nós o prejuízo vai ser pior, pois além do aguaceiro que vem do açude, tem essa água poluída da lagoa”, exclamou, aflita, dona Mézinha, enquanto suspendia seus móveis e eletrodomésticos mais valiosos: uma televisão, uma geladeira e um aparelho de som.
Próximos à barragem, trabalhadores da Prefeitura e alguns curiosos foram ver o que estava acontecendo. O biólogo e professor João Pedro Martins afastou qualquer possibilidade de tragédia. “Veja, daqui à cidade são cerca de 20 quilômetros de caatinga, uma área vegetada, e, portanto, com maior capacidade de absorção de água. O Açude Macário não é muito grande, e não está cheio. Mesmo que a barragem rompesse, a caatinga absorveria a água”. Opinião compartilhada pelo lavrador Manoel de Mila, 79 anos, morador da Fazenda Manaia, e que parecia se divertir com a situação. “Choveu ontem à noite, ´desbarrancou´ um pouco de terra e foi só. Mal correu água pro outro lado”, sorriu.
O poder público municipal esteve no local, fazendo algumas obras. De acordo com Paulo Stenio, secretário de Desenvolvimento Urbano, “estamos abrindo do lado do sangradouro uma passagem para a água, para aliviar a pressão da água sobre a barragem”. Marcos Cunha, técnico da Fundação Municipal para Geração de Emprego, Renda e Habitação, disse que “não há motivos para preocupação. Estou monitorando os trabalhos para informar e acalmar a população de Quixadá. O açude tem aproximadamente 500 mil metros cúbicos de água, e no caso, improvável, do rompimento da parede, a água se deslocaria para a bacia do Açude Manaia, depois para o Açude de São João dos Pompeus , desembocando no Rio Sitiá. Pouca água chegaria até a cidade”, concluiu.
Diz o ditado que “quem conta um conto aumenta um ponto”. E o boato foi ganhando tantos pontos de exclamação, vírgulas e parágrafos, que o pequeno desmoronamento ganhou ares de tragédia iminente, com Açude Macário prestes a romper e inundar toda a cidade.
Algumas rádios da cidade comentaram o fato, o que preocupou principalmente os moradores circunvizinhos à Lagoa do Bispo, situada próxima ao centro da cidade. “Para nós o prejuízo vai ser pior, pois além do aguaceiro que vem do açude, tem essa água poluída da lagoa”, exclamou, aflita, dona Mézinha, enquanto suspendia seus móveis e eletrodomésticos mais valiosos: uma televisão, uma geladeira e um aparelho de som.
Próximos à barragem, trabalhadores da Prefeitura e alguns curiosos foram ver o que estava acontecendo. O biólogo e professor João Pedro Martins afastou qualquer possibilidade de tragédia. “Veja, daqui à cidade são cerca de 20 quilômetros de caatinga, uma área vegetada, e, portanto, com maior capacidade de absorção de água. O Açude Macário não é muito grande, e não está cheio. Mesmo que a barragem rompesse, a caatinga absorveria a água”. Opinião compartilhada pelo lavrador Manoel de Mila, 79 anos, morador da Fazenda Manaia, e que parecia se divertir com a situação. “Choveu ontem à noite, ´desbarrancou´ um pouco de terra e foi só. Mal correu água pro outro lado”, sorriu.
O poder público municipal esteve no local, fazendo algumas obras. De acordo com Paulo Stenio, secretário de Desenvolvimento Urbano, “estamos abrindo do lado do sangradouro uma passagem para a água, para aliviar a pressão da água sobre a barragem”. Marcos Cunha, técnico da Fundação Municipal para Geração de Emprego, Renda e Habitação, disse que “não há motivos para preocupação. Estou monitorando os trabalhos para informar e acalmar a população de Quixadá. O açude tem aproximadamente 500 mil metros cúbicos de água, e no caso, improvável, do rompimento da parede, a água se deslocaria para a bacia do Açude Manaia, depois para o Açude de São João dos Pompeus , desembocando no Rio Sitiá. Pouca água chegaria até a cidade”, concluiu.