Parque funciona de forma irregular

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Redação producaodiario@svm.com.br
Mossoró - Um Parque Zoobotânico existente em Mossoró, no Rio Grande do Norte, na área da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) há mais de 10 anos (desde os tempos da extinta Escola Superior de Agricultura de Mossoró), está com a sua situação completamente irregular perante os órgãos ambientalistas e que cuidam da defesa dos animais. A constatação é da ONG Defesa da Natureza e dos Animais (DNA), através da sua agente, Kátia Lopes.

Segundo Kátia Lopes, Há muito tempo que a área utilizada pelo parque está inadequada. “Apenas a construção de uma nova área resolveria a situação dos animais que, hoje, vivem naquele parque”. Kátia Lopes vai mais adiante e assinala que, diante das condições técnicas que se encontra o espaço, a situação mais plausível seria a edificação de um outro parque em um outro local e a consequentemente a derrubada do atual.

A DNA está projetando a criação de um Centro de Reabilitação de Animais que atenda as exigências e normas regulamentadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A entidade já deu o primeiro passo em busca de recursos. A Petrobras foi contactada para um possível financiamento para a compra de um terreno que servirá para a construção do abrigo do Centro de Reabilitação.

Ainda segundo Kátia Lopes, o Parque Zoobotânico está irregular desde os anos 70 quando foi instituído. O estabelecimento não possui, sequer, uma licença para funcionamento. Ela acentuou que não há a intenção de entrar com pedido de interdição junto ao Ministério Público para impedir o funcionamento do Parque Zoobotânicos, porque não há um outro local adequado para acomodar os animais. “Não adiante ir para a Justiça tentar interditar o local se não temos onde colocar os animais.

Em 2001 quando o zoológico foi reinaugurado existiam 14 macacos, tipo macaco-prego. Hoje em dia são apenas 1 macho e três fêmeas. Os demais foram soltos na área da Serra Mossoró sem que fosse efetuado qualquer estudo ou trabalho de reintegração do animal ao meio ambiente. “O que está acontecendo é que esses macacos estão se proliferando e se espalhando por outras áreas, uma vez que a serra não se mostrou como habitat natural para essas espécies”, disse a agente.

No local, atualmente existente, há irregularidades de toda ordem, desde o tipo de jaulas inadequadas e pequenas até alimentação que é fornecida para os macacos e aves.