Moradores fecham BR-116 em protesto
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Redação
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Legenda:
Os Moradores protestaram por mais segurança e chegaram a queimar vários pneus e parar o tráfego de veículos por várias horas, em Barro
Foto:
ELIZÂNGELA SANTOS/ REPRODUÇÃO TV VERDES MARES CARIRI
Chamar a atenção dos governos e do Dnit para o problema da falta de segurança da estrada foi o objetivo do protesto
Barro Por não suportarem mais a falta de segurança na BR-116, trecho que corta a cidade de Barro, na região do Cariri, manifestantes ocuparam a via desde às 5 horas da manhã de ontem em protesto. Os moradores querem chamar a atenção das autoridades e do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes no Ceará (Dnit-CE) para o problema.
A inclusão de sinalização e lombadas eletrônicas ao longo da rodovia foram reivindicadas pela comunidade. Este ano, quatro pessoas morreram em acidentes registrados na área. O protesto aconteceu a 1km da entrada da cidade.
Caso isso não ocorra dentro de 30 dias, ameaçam fazer novas manifestações. Até as 13 horas de ontem, eram mais de 15 quilômetros de tráfego parado. Os manifestantes atearam fogo em pneus e exibiram cartazes, pedindo a atenção das autoridades quanto ao problema. A Polícia esteve no local para acalmar os ânimos e tentar um diálogo com os manifestantes, mas o protesto continuou.
A BR-116 é uma das mais movimentadas do País. O protesto fez com que ficassem parados por grande parte do dia veículos pesados, carros de passeio e transportes alternativos.
Drama
Na semana passada, em um dos acidentes, a vítima foi o irmão do comerciante Valmir Martins. Ele foi ao local protestar e disse não querer ver outras famílias passarem pelo mesmo drama de seus parentes.
Essa não é a primeira reivindicação que é feita pela comunidade para mais segurança na BR-116. Os moradores já enviaram ofícios solicitando medidas urgentes, no entanto, até o momento foram dados prazos, mas não obtiveram respostas. O líder comunitário, Francisco Almir dos Santos, afirma que já foram encaminhados documentos para vários órgãos solicitando auxílio no sentido de resolver o problema.
"Pedimos que sejam tomadas providências em 30 dias, e caso isso não aconteça voltaremos a protestar", diz Valmir. O líder comunitário enfatizou a continuidade dos protestos, solicitando o empenho das autoridades, para que não haja mais vítimas por negligência.
A moradora do Município, Maria das Dores, teve que seguir parte de sua trajetória até a cidade a pé, abandonando o transporte em que vinha. A dona-de-casa Maria Aparecida de Oliveira disse que como, moradora, diante das problemáticas no local, solicita das autoridades mais atenção com a população. "Já que ontem foi o dia da mentira, queremos que eles cheguem com a verdade sobre a solução para esse descaso", comentou Maria Aparecida.
O caminhoneiro José Adriano de Freitas disse que estava numa situação difícil, sem poder seguir viagem. Ele foi assaltado pela madrugada e precisava atender a um amigo que se encontrava numa cidade próxima. Mesmo com a reclamação dos motoristas que tentavam passar, não paravam de chegar pneus para alimentar o fogo que impedia a passagem dos motoristas, além dos moradores que tomaram parte da pista.
Os ofícios para as autoridades foram enviados em sua maioria pelos moradores da Vila São José, que fica a 1km da cidade, às margens da rodovia. Eles enviaram o documento para representantes da Polícia Civil, do Poder Judiciário e também para religiosos.
Até o fechamento desta edição, na tarde de ontem, os manifestantes ainda ocupavam a BR-116. Representantes do Dnit não se manifestaram quanto as datas de inclusão da sinalização e lombadas na área.
Barro Por não suportarem mais a falta de segurança na BR-116, trecho que corta a cidade de Barro, na região do Cariri, manifestantes ocuparam a via desde às 5 horas da manhã de ontem em protesto. Os moradores querem chamar a atenção das autoridades e do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes no Ceará (Dnit-CE) para o problema.
A inclusão de sinalização e lombadas eletrônicas ao longo da rodovia foram reivindicadas pela comunidade. Este ano, quatro pessoas morreram em acidentes registrados na área. O protesto aconteceu a 1km da entrada da cidade.
Caso isso não ocorra dentro de 30 dias, ameaçam fazer novas manifestações. Até as 13 horas de ontem, eram mais de 15 quilômetros de tráfego parado. Os manifestantes atearam fogo em pneus e exibiram cartazes, pedindo a atenção das autoridades quanto ao problema. A Polícia esteve no local para acalmar os ânimos e tentar um diálogo com os manifestantes, mas o protesto continuou.
A BR-116 é uma das mais movimentadas do País. O protesto fez com que ficassem parados por grande parte do dia veículos pesados, carros de passeio e transportes alternativos.
Drama
Na semana passada, em um dos acidentes, a vítima foi o irmão do comerciante Valmir Martins. Ele foi ao local protestar e disse não querer ver outras famílias passarem pelo mesmo drama de seus parentes.
Essa não é a primeira reivindicação que é feita pela comunidade para mais segurança na BR-116. Os moradores já enviaram ofícios solicitando medidas urgentes, no entanto, até o momento foram dados prazos, mas não obtiveram respostas. O líder comunitário, Francisco Almir dos Santos, afirma que já foram encaminhados documentos para vários órgãos solicitando auxílio no sentido de resolver o problema.
"Pedimos que sejam tomadas providências em 30 dias, e caso isso não aconteça voltaremos a protestar", diz Valmir. O líder comunitário enfatizou a continuidade dos protestos, solicitando o empenho das autoridades, para que não haja mais vítimas por negligência.
A moradora do Município, Maria das Dores, teve que seguir parte de sua trajetória até a cidade a pé, abandonando o transporte em que vinha. A dona-de-casa Maria Aparecida de Oliveira disse que como, moradora, diante das problemáticas no local, solicita das autoridades mais atenção com a população. "Já que ontem foi o dia da mentira, queremos que eles cheguem com a verdade sobre a solução para esse descaso", comentou Maria Aparecida.
O caminhoneiro José Adriano de Freitas disse que estava numa situação difícil, sem poder seguir viagem. Ele foi assaltado pela madrugada e precisava atender a um amigo que se encontrava numa cidade próxima. Mesmo com a reclamação dos motoristas que tentavam passar, não paravam de chegar pneus para alimentar o fogo que impedia a passagem dos motoristas, além dos moradores que tomaram parte da pista.
Os ofícios para as autoridades foram enviados em sua maioria pelos moradores da Vila São José, que fica a 1km da cidade, às margens da rodovia. Eles enviaram o documento para representantes da Polícia Civil, do Poder Judiciário e também para religiosos.
Até o fechamento desta edição, na tarde de ontem, os manifestantes ainda ocupavam a BR-116. Representantes do Dnit não se manifestaram quanto as datas de inclusão da sinalização e lombadas na área.