Ibama fiscaliza defeso das espécies curimatã e piau

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Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Pescador José Barbosa mostra curimatãs ovadas, resultado de 15 dias de fiscalização do escritório do Ibama em Iguatu
Foto: Honório Barbosa
Iguatu (Sucursal) - O escritório regional do Ibama em Iguatu fez a apreensão de 150 kg de pescados e de 2000 metros de linha usadas em galões de pesca. Esse é o resultado de um trabalho de 15 dias de fiscalização contra a pesca das espécies curimatã e piau que nesse período do ano estão em fase de desova para reprodução. Até o final de abril ocorre o período de defeso com o objetivo de garantir a reprodução das espécies curimatã e piau que aproveitam as cheias de riachos, rios e açudes e por meio da piracema, subida de um curso d´água faz a desova.

É muito comum ocorrer a captura desses peixes, ovados, que agradam os consumidores, nessa época do ano. A fiscalização está sendo feita nos açudes da região: Trussu (Iguatu), Lima Campos (Icó), Orós, Ubaldinho (Cedro); Muquém (Cariús); Olho d´água (Várzea Alegre), Angicos (Quixelô) e em rios e riachos, onde ocorre o fenômeno da piracema para desova e reprodução das espécies de água doce, principalmente a curimatã e piau. O diretor do escritório regional do Ibama, Fábio Bandeira, admite que o número de fiscais, apenas quatro, é insuficiente para atender toda a região.

´Estamos fazendo o possível, trabalhando quase 24 horas por dia, em defesa da preservação da espécie. Segundo a lei 9.605/98 que trata das infrações ambientais e portaria do Ibama é crime pescar espécies que se reproduzem na piracema.

A legislação federal prevê apreensão dos utensílios, do pescado e prisão dos infratores, mas como a maioria é formada por pequenos pescadores, os fiscais não seguem a legislação ao rigor.

No caso de flagrante os pescadores são liberados, sem abertura de inquérito. ´Trabalhos orientando e fazendo campanhas educativas, fiscalizando e coibindo a pesca´, disse Fábio Bandeira. ´Não adianta aprender um pobre pescador´.

Nessa época do ano, a curimatã ovada é disputada no mercado local. Apesar da proibição não há como inibir a captura dessa espécie. Há também a pesca em açudes particulares. O quilo da curimatã ovada é vendido a R$ 5,00.

O pescador José Barbosa trouxe para Iguatu 20 quilos cujo peixe foi capturado em um açude particular no município de Quixelô. Em poucas horas vendeu todo o pescado. ´As pessoas gostam de saborear a ova da curimatã´, disse. ´É um peixe muito gostoso´.