APA da Bica do Ipu recebe projeto piloto de preservação de nascentes nesta sexta-feira (14)

Maior cachoeira da Serra da Ibiapaba, a Bica do Ipu será beneficiada diretamente com o projeto.

Legenda: O projeto “Preservação de Nascentes da Bacia do Acaraú” será lançado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH) nesta sexta-feira (14).
Foto: Foto: Sema

Região que guarda espécies nativas e resquícios de Mata Atlântica no Ceará, a Serra da Ibiapaba recebe, nesta sexta-feira (14), um importante projeto piloto de reflorestamento e preservação ambiental nas áreas de nascentes do rio Acaraú, segundo maior afluente do Estado. O projeto “Preservação de Nascentes da Bacia do Acaraú” será lançado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH), na sede da Unidade de Conservação (UC) da Bica do Ipu, a partir das 8h30.

Maior cachoeira da Serra da Ibiapaba, a Bica do Ipu será beneficiada diretamente com o projeto. “É importante que tenhamos a proteção dela”, garante Tatianna Angelo, gestora da Área de Proteção Ambiental (APA). Durante aproximadamente um ano, foram feitos estudos pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) para operacionar a intervenção.
 

“A maior preocupação recai sobre a Bica, que era perene (independente da estação) e hoje é sazonal. Houve desmatamento, queimadas, incêndios nesta região, que também tem uma atividade agrícola muito forte. Então, temos que preservá-la”, ressalta a representante.

Segundo a Sema, “é imprescindível a recuperação e preservação das nascentes, principalmente do Riacho Ipuçaba, que após alguns anos deixou de ser perene e se tornou sazonal, devido às ações antrópicas (humanas)”. O evento conta, ainda, com a participação da Secretaria de Recursos Hídricos do Ceará (SRH) e sociedade em geral. 

Ipuçaba 

Pequeno rio que desemboca no rio Jatobá, no sertão cearense, o Ipuçaba será o primeiro a receber o projeto. A primeira intervenção será feita em uma propriedade particular, na nascente do Sítio São Paulo, na Serra da Ibiapaba. O riacho pertence à bacia hidrográfica do rio Acaraú e forma diversas cachoeiras ao longo de seu trajeto. A principal delas é a Bica do Ipu, queda d'água de 130 metros e um dos principais atrativos da Região Norte.

“Estamos iniciando pelo Ipuçaba, mas é um trabalho permanente, que vai ser reforçado durante o ano”, ressalta o secretário da Sema, Artur Bruno.

Para realizar a recuperação, é realizado o mapeamento da região e o cercamento circundando a nascente em um raio de 50 metros. Após isso, é feito o reflorestamento da área. Em janeiro deste ano, o cercamento já foi realizado e concluído pela Cogerh. O serviço foi feito com mão de obra e materiais próprios, portanto, com custos reduzidos.

Legenda: Riacho Ipuçaba, responsável pela Bica, deixou de ser perene e se tornou sazonal devido às ações antrópicas.
Foto: Foto: Sema

Bacias Hidrográficas

O Ceará possui um total de 12 bacias hidrográficas. Este ano, a Sema deve elaborar, junto aos comitês, programas de reflorestamento e criação de unidades de conservação para recuperar as nascentes dos principais rios do Estado.

“O governador (Camilo Santana) determinou que os secretários buscassem os comitês de bacias para recuperar as nascentes dos principais rios e afluentes com programas de reflorestamentos e criação de unidades de conservação”, disse o secretário do órgão, Artur Bruno.

Cogerh
 
Através da Política Estadual de Recursos Hídricos, a Cogerh é responsável pelos Planos de Bacia no Ceará, instrumentos de gestão utilizados pelos órgãos estaduais e comitês de bacias. O objetivo é definir estratégias para a sustentabilidade hídrica a curto, médio e longo prazos. Para garantir a qualidade da água, as nascentes são essenciais.

“O Comitê da Bacia do Acaraú apresentou a proposta de recuperação da nascente e de imediato acatamos. É a primeira fase de um projeto que pode se estender a outros rios”, garante o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias. 

Os recursos financeiros para a elaboração dos Planos são oriundos do Proágua Nacional, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA). A Cogerh, através da Diretoria de Planejamento, Gerência de Gestão Participativa e Gerência de Estudos e Projetos, é a responsável pela elaboração e supervisão das atividades realizadas no Ceará.
 
Bacia do Acaraú 

Além da nascente do Ipuçaba, outras devem receber o projeto de recuperação de nascentes ao longo do percurso do rio Acaraú. Com 370 km de extensão, o rio nasce na Serra das Matas, localizada em Monsenhor Tabosa, e deságua no município de Acaraú. As nascente são importantes para a manutenção dos afluentes e, por isso, protegidas por lei. 

“Preservar as nascentes, existentes em torno de toda a extensão do rio, é primordial. O objetivo do projeto é garantir a segurança hídrica para o momento presente e para o futuro”, ressalta o presidente do CBH, José Maria Gomes Vasconcelos.

Na programação desta sexta-feira (14), além do lançamento oficial do projeto, haverá uma mostra fotográfica em comemoração aos 15 anos da Bacia do Acaraú e uma homenagem à família Campos Ferro pelo apoio prestado ao projeto.

Programação: 

  • 8h30: Recepção;
  • 9h15: Formação da mesa de autoridades;
  • 10h: Abertura da Mostra Fotográfica Comemorativa dos 15 anos da Bacia do Acaraú;
  • 10h30: Apresentação – O Comitê de Bacia Hidrográfica do Acaraú e o Projeto de Proteção de Nascentes;
  • 11h: Homenagem a família “Campos Ferro”; 
  • 11h30: Descerramento da placa da nascente do riacho Ipuçaba no Sítio São Paulo;
  • 12h30: Almoço.

Data e Local

  • Dia: 14 de fevereiro de 2020;
  • Hora: 8h30;
  • Local: Sede da unidade de conservação (UC) estadual, APA da Bica do Ipu
  • Endereço: Rua São Vicente, S/N, Altos dos Quatorze, Ipu, Ceará.
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