Casa São Bento acolhe pacientes em tratamento
Escrito por
Redação
producaodiario@svm.com.br
Legenda:
Foto:
Barbalha (Sucursal de Juazeiro) – A solidariedade, a assistência espiritual fortalecendo a fé, os passeios e as oficinas, são ingredientes que têm procurado ajudar pacientes na luta contra o câncer. O serviço voluntário desenvolvido pela Casa de Apoio São Bento, no município de Barbalha, chama a atenção e mereceu destaque no Dia Internacional da Luta Contra o Câncer, que transcorreu no último dia 27. Com o lema “Casa de Amor”, os pacientes são acolhidos num antigo casarão que integra o patrimônio arquitetônico da cidade.
Ele fica bem em frente ao local onde é hasteado o pau da bandeira de Santo Antônio, após ser retirado dos ombros dos carregadores na abertura da tradicional festa do padroeiro de Barbalha. No local já funcionou o convento das Irmãs Beneditinas quando estas chegaram ao município por volta de 1960. Depois foi a Escola de Enfermagem Santa Escolástica do Hospital São Vicente de Paulo. Hoje, o prédio da congregação, acolhe uma média de 20 pacientes portadores de câncer que vêm ao Cariri se submeterem às sessões de radioterapia e quimioterapia no Centro de Oncologia de Barbalha.
Nos últimos três anos, por ali já passaram pessoas de, aproximadamente, 50 municípios das regiões do Cariri e Centro-Sul do Ceará e estados vizinhos como Pernambuco e Paraíba. Segundo a coordenadora da casa, irmã Maria Mônica Duarte Filgueiras, são temporadas médias de um mês. “O Sistema Único de Saúde (SUS) custeia apenas o tratamento oncológico, mas onde ficariam os pacientes, principalmente os mais pobres?”, indaga. Esse dilema vivido pela religiosa foi o que motivou a criação da casa ao ver as pessoas abandonadas ampliando o drama da doença.
Agora, os pacientes contam com um ambiente limpo, confortável e seguro num apoio importante para quem luta contra o câncer. Além da hospedagem, eles recebem alimentação (seis vezes ao dia), transporte até o Centro de Oncologia e até agasalhos frutos de doações. Grupos católicos e as próprias Irmãs Beneditinas respondem pela assistência espiritual. E os voluntários não param de aderir à iniciativa, que já conta com os serviços de uma fisioterapeuta e uma psicóloga.
As enfermeiras Rosângela Mendes e Ana Cláudia Cruz garantem o atendimento ambulatorial num acompanhamento permanente no interior da casa. Duas voluntárias fazem a alimentação com gêneros doados por empresários e comerciantes de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato. Outras ajudam na limpeza da casa num trabalho humanitário, que envolve acompanhantes dos pacientes. A Irmã Mônica convida a sociedade caririense a conhecer o trabalho que inclui ainda oficinas de artesanato, cursos diversos como o da fabricação de anjinhos para ornamentação natalina e outros.
Nas festas internas, os doentes dançam, se transformam em atores em encenações teatrais ou matutos integrando quadrilhas juninas. “O tratamento é longo e cansativo”, admite a irmã Mônica para justificar a série de atividades. Ela cita ainda os passeios percorrendo pontos turísticos como a estátua de Padre Cícero na Colina do Horto. “Eles se ajoelham e rezam pedindo a cura ao Padim”, testemunha a religiosa adiantando que o próximo passeio deve ser no Arajara Park. O objetivo, segundo a irmã, é criar um ambiente alegre “no qual não se percebe quem é doente ou saudável”. Todo o trabalho é fruto das doações permanentes ou campanhas desenvolvidas para angariar recursos, gêneros e material de limpeza o que, vez por outra, termina faltando.
Ele fica bem em frente ao local onde é hasteado o pau da bandeira de Santo Antônio, após ser retirado dos ombros dos carregadores na abertura da tradicional festa do padroeiro de Barbalha. No local já funcionou o convento das Irmãs Beneditinas quando estas chegaram ao município por volta de 1960. Depois foi a Escola de Enfermagem Santa Escolástica do Hospital São Vicente de Paulo. Hoje, o prédio da congregação, acolhe uma média de 20 pacientes portadores de câncer que vêm ao Cariri se submeterem às sessões de radioterapia e quimioterapia no Centro de Oncologia de Barbalha.
Nos últimos três anos, por ali já passaram pessoas de, aproximadamente, 50 municípios das regiões do Cariri e Centro-Sul do Ceará e estados vizinhos como Pernambuco e Paraíba. Segundo a coordenadora da casa, irmã Maria Mônica Duarte Filgueiras, são temporadas médias de um mês. “O Sistema Único de Saúde (SUS) custeia apenas o tratamento oncológico, mas onde ficariam os pacientes, principalmente os mais pobres?”, indaga. Esse dilema vivido pela religiosa foi o que motivou a criação da casa ao ver as pessoas abandonadas ampliando o drama da doença.
Agora, os pacientes contam com um ambiente limpo, confortável e seguro num apoio importante para quem luta contra o câncer. Além da hospedagem, eles recebem alimentação (seis vezes ao dia), transporte até o Centro de Oncologia e até agasalhos frutos de doações. Grupos católicos e as próprias Irmãs Beneditinas respondem pela assistência espiritual. E os voluntários não param de aderir à iniciativa, que já conta com os serviços de uma fisioterapeuta e uma psicóloga.
As enfermeiras Rosângela Mendes e Ana Cláudia Cruz garantem o atendimento ambulatorial num acompanhamento permanente no interior da casa. Duas voluntárias fazem a alimentação com gêneros doados por empresários e comerciantes de Juazeiro do Norte, Barbalha e Crato. Outras ajudam na limpeza da casa num trabalho humanitário, que envolve acompanhantes dos pacientes. A Irmã Mônica convida a sociedade caririense a conhecer o trabalho que inclui ainda oficinas de artesanato, cursos diversos como o da fabricação de anjinhos para ornamentação natalina e outros.
Nas festas internas, os doentes dançam, se transformam em atores em encenações teatrais ou matutos integrando quadrilhas juninas. “O tratamento é longo e cansativo”, admite a irmã Mônica para justificar a série de atividades. Ela cita ainda os passeios percorrendo pontos turísticos como a estátua de Padre Cícero na Colina do Horto. “Eles se ajoelham e rezam pedindo a cura ao Padim”, testemunha a religiosa adiantando que o próximo passeio deve ser no Arajara Park. O objetivo, segundo a irmã, é criar um ambiente alegre “no qual não se percebe quem é doente ou saudável”. Todo o trabalho é fruto das doações permanentes ou campanhas desenvolvidas para angariar recursos, gêneros e material de limpeza o que, vez por outra, termina faltando.