1,3 mil quilômetros de 14 rodovias federais danificadas passam por manutenção no Ceará

A malha viária federal no Estado é de 3.500km e motoristas reclamam de trechos danificados

rodovias federais
Legenda: Para desviar dos buracos, os motoristas costumam fazer manobras em ziguezague e há risco de colisão com veículos que seguem em sentido contrário.
Foto: Foto: Honório Barbosa

No Ceará, 1.309km em 14 trechos de oito rodovias federais passam por serviços de conservação e manutenção, com cronograma de execução até fevereiro de 2022. Essa extensão corresponde a 37,1% do total de 3.500km da malha viária de BRs no Estado. Serão investidos R$ 409 milhões. A informação é do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT).

Quem percorre o trecho de 70km entre as cidades de Jaguaribe e Icó na BR-116 enfrenta o transtorno de buracos isolados que pegam os motoristas de surpresa e provocam cortes de pneus ou danificam a suspensão.

O representante comercial, Eurico Guilherme seguia de Brejo Santo a Limoeiro do Norte e na altura do Km 330 bateu em um buraco e cortou o pneu dianteiro do lado direito.

“Foi um susto, tive medo do carro virar. A gente paga impostos, compra carros caros e o que se vê aqui no Brasil são estradas esburacadas”.
Eurico Guilherme
Representante comercial

O motorista de carreta, Édson Pereira, também desabafou contra a buraqueira. “Tem muito buracos lá atrás, próximo a Ipaumirim, entre a divisa do Ceará com a Paraíba e aqui depois de Icó está horrível”, observou.

“A gente anda em rodovias federais na Paraíba, Pernambuco e está tudo bom, mas aqui no Ceará sempre foi um problema com muitos trechos esburacados”.

Outro segmento danificado é entre Boa Viagem e Canindé, na BR 020, em uma extensão de cerca de 100km. Em Tauá, o motorista de caminhão, Flávio Silva, veio de Fortaleza e confirmou a existência do problema.

“Tem sim, muitos buracos, alguns próximos uns dos outros, mas têm aqueles isolados, tipo boca de pilão”, afirmou. “É preciso dirigir com atenção”.

Para desviar dos buracos, os motoristas costumam fazer manobras em ziguezague e há risco de colisão com veículos que seguem em sentido contrário. “Além de danificar os veículos, os buracos trazem risco de acidentes – colisão e capotagem”, pontuou o engenheiro e empresário, Antônio Luís Cavalcante.

Obras

De acordo com relação de contratos liberada pelo DNIT, operários trabalham em 14 segmentos de rodovias federais no Ceará. Na BR 116, há obras no segmento de 160km entre Fortaleza e Pacajus e Russas; e no trecho de 70km entre Jaguaribe e Icó e de 135km a partir de Ipaumirim, na divisa com Pernambuco. “Estamos fazendo serviço de roço, conserva e tapa-buracos”, explicou o empresário, Carlos Erick Vieira.

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Legenda: Quem percorre o trecho de 70km entre as cidades de Jaguaribe e Icó na BR-116 enfrenta o transtorno de buracos isolados que pegam os motoristas de surpresa e provocam cortes de pneus ou danificam a suspensão.
Foto: Foto: Honório Barbosa

A rodovia BR 020 tem dois trechos em intervenção com serviços de recuperação desde a divisa do Ceará com o Piauí até o entorno de Fortaleza, com obras mais pontuais em Canindé.

O segmento da BR 230 entre o entroncamento com a BR 116 e a cidade de Farias Brito em uma extensão de 102km passa por obra de conservação.

A BR 122 a partir do entroncamento com a BR 116 em Chorozinho, indo até Quixadá e Banabuiú passam por serviços de recuperação e conserva. “Antes estava uma buraqueira só, mas agora melhorou bastante e tomara que continuem tapando mais buracos nas estradas do Ceará”, disse o técnico em agropecuária, Fernando Cavalcante, que semanalmente percorre várias cidades das regiões do Sertão Central, Centro-Sul e Cariri cearense.  

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