Eduardo Girão pede que sabatina de André Mendonça aconteça no Dia do Evangélico

O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, anunciou que sabatinas de autoridades públicas acontecerão entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro

Bolsonaro em aperto de mão com André Mendonça
Legenda: André Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para vaga no STF
Foto: PR

O senador Eduardo Girão (Podemos) pediu ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre (DEM), que a sabatina do ex-ministro André Mendonça  para o Supremo Tribunal Federal (STF) aconteça no Dia do Evangélico, comemorado na próxima terça-feira, 30. Girão fez côro à proposta defendida também pelo senador Álvaro Dias, seu correligionário.

Alcolumbre anunciou nesta quarta-feira (24) que as sabatinas dos dez indicados a cargos públicos, dentre eles André Mendonça, deve acontecer em um esforço concentrado entre os dias 30 de novembro e 3 de dezembro.

"A gente já foi longe demais com a demora de todas as sabatinas, especialmente a do Supremo Tribunal Federal. (...) O Supremo está desfalcado por não cumprirmos o regimento", disse Girão.

Mendonça foi indicado para o STF pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em julho. Desde então, há pressão do governo e de senadores para que a indicação seja analisada. Após sabatina na CCJ, a indicação terá de passar também pelo Plenário, em votação secreta.

"Vou fazer a leitura de todas as mensagens (presidenciais) que estão aqui. Vou seguir integralmente a decisão do presidente (do Senado) Rodrigo Pacheco de, no esforço concentrado, com o quórum adequado, fazermos as sabatinas de todas as autoridades que estão indicadas na comissão", disse Alcolumbre.

Ainda está pendente a indicação da relatoria da sabatina de Mendonça. Segundo o presidente, há oito pedidos de senadores para assumir a função.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) pediu a relatoria da sabatina de Mendonça durante a sessão e recebeu apoio de Álvaro Dias e Girão. Ela ressaltou e defendeu o presidente da CCJ das críticas de que estaria adiando a avaliação por causa da orientação religiosa do ex-ministro, pastor da Igreja Presbiteriana Esperança. 

O senador cearense Chiquinho Feitosa (DEM) também se pronunciou em defesa de Alcolumbre.

"Quero me solidarizar completamente com as palavras iniciais de vossa excelência, (sobre) os ataques que tem sofrido, inclusive no seu Estado. Vossa excelência não merece isso. O assunto se encerra definitivamente quando vossa excelência já toma a decisão de pautar tudo que está aí e despachar todo o mal entendido. É uma injustiça o que está sofrendo", pontuou.


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