Ao lado de Collor, de quem é aliado, Bolsonaro diz que Nordeste está se libertando da velha política

Pré-candidato à reeleição, presidente intensifica agenda nos estados nordestinos e tenta reverter baixa popularidade

O ex-presidente Fernando Collor e o atual presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro está fazendo um coração com as mãos e Collor está sorrindo.
Legenda: Collor e Bolsonaro são aliados políticos
Foto: Agência Brasil

Em Sergipe, dividindo palanque com o senador alagoano e ex-presidente Fernando Collor (PTB), com quem cultiva boa relação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse a apoiadores, nesta terça-feira (17), que o Nordeste está “cada vez mais se libertando” da “velha política”.  

O discurso foi feito na cidade de Propriá, na inauguração de uma obra viária em estrada federal. Segundo informações do Uol, além de Collor, Bolsonaro estava acompanhado de outros aliados do chamado “centrão” — grupo político, antes, criticado por ele.

“O Nordeste é nosso”, disse o presidente. “Mais do que uma obra entregue hoje, a satisfação de, cada vez mais, ver o nosso povo se inteirando e conhecendo a política nacional. Ver, cada vez mais, o interesse de vocês pelo destino da nossa nação. Vê-los também, cada vez mais, se libertando da velha política brasileira”, completou.

Relações com Collor


Essa não foi a primeira vez que Bolsonaro e Collor dividiram palanque no Nordeste ou trocaram elogios publicamente. Os políticos são aliados e fazem questão de mostrar isso.

Em janeiro de 2021, segundo o Uol, Bolsonaro se dirigiu a Collor como “presidente” e afirmou que, para governar o País e lidar com diferentes pressões, era preciso ter “couro grosso”. Collor, por sua vez, elogiou o atual presidente e minimizou o gasto de quase R$ 15 milhões em leite condensado por parte do Governo Federal no ano anterior.

Além disso, os governantes têm mais comportamentos em comum. Segundo coluna do jornalista Wagner Mendes, do Diário do Nordeste, Collor é o ex-presidente que mais se aproxima de Bolsonaro no que diz respeito a trocas partidárias. Isso, porque o senador está, hoje, no oitavo partido, enquanto que o presidente está no décimo.