Ciro, Moro e Bolsonaro discutem nas redes pela “autoria” do fim do motim

No Twitter, Ciro Gomes se refere a Sério Moro como "capanga de Bolsonaro", e o ministro credita ao Governo Federal o fim da paralisação

Legenda: Jair Bolsonaro, Cid Gomes e Sergio Moro.
Foto: Fotos: Agência Brasil

Teve fim na noite deste domingo (1°), o motim de PMs no Ceará. Após 13 dias de paralisação, os agentes acataram a proposta do Governo. Na manhã desta segunda-feira (2), um tuíte do ex-governador Ciro Gomes ocasionou um bate-boca com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e com o presidente Jair Bolsonaro. 

Tudo começou quando Ciro se manifestou na rede social dizendo que “no Ceará está o seu pior pesadelo”, se referindo a Bolsonaro e “seu capanga” Moro, e completou “generais, aqui manda a lei”. Para Ciro, o crédito da resolução dos problemas é de seu aliado e atual governador do Ceará, Camilo Santana (PT). 

Moro respondeu dizendo que a paralisação só teve fim por conta da atuação do Governo Federal e responsabilizou, sobretudo, as Forças Armadas e a Força Nacional. O ministro destacou que “explorar politicamente o episódio, ofender policiais ou atacá-los fisicamente só atrapalharam”. Finalizou se referindo à família de Ciro e Cid Gomes, senador licenciado baleado durante o motim em Sobral: “apesar dos Gomes, a crise foi resolvida”.

Sergio Moro ainda relembrou a crise de segurança de 2019, publicando que “o Governo Federal não falta ao Ceará”. 

Bolsonaro, em resposta ao tuíte do chefe de Segurança Pública do Governo, escreveu: “não somos psiquiatras”. E ainda parabenizou o ministro Moro e “envolvidos” pelo fim da paralisação dos agentes militares no Ceará. 


Neste domingo, Moro também publicou nas redes um tuíte comemorando o fim da greve: “prevaleceu o bom senso, sem radicalismos. Parabéns a todos”.
 

 

 

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