O trabalho que vem aí

Escrito por
Valéria Mota producaodiario@svm.com.br
Valéria Mota é psicóloga
Legenda: Valéria Mota é psicóloga

O mercado de trabalho vive um processo de transformação silencioso, porém profundo. As mudanças não dizem respeito apenas a novas profissões, mas à forma como as pessoas constroem suas carreiras, se relacionam com o emprego e desenvolvem suas competências. Ao observar os sinais que já se desenham para 2026, fica evidente que o futuro do trabalho será mais flexível, tecnológico e humano ao mesmo tempo.

A presença da tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser requisito básico. Automação, inteligência artificial, análise de dados e plataformas digitais atravessam praticamente todos os setores, redefinindo funções e rotinas. No entanto, o avanço tecnológico vai além do papel das pessoas, ele o reposiciona. O mercado busca profissionais capazes de interpretar informações, tomar decisões estratégicas e conectar tecnologia a objetivos reais.

Nesse cenário, habilidades comportamentais ganham ainda mais valor. Comunicação, pensamento crítico, criatividade, capacidade de adaptação e aprendizado contínuo aparecem como competências-chave. Em um ambiente de mudanças rápidas, saber aprender, desaprender e reaprender torna-se tão importante quanto qualquer formação técnica.

Outro movimento já consolidado é a flexibilização dos vínculos de trabalho. Modelos híbridos, trabalho remoto, projetos temporários e atuações por demanda ampliam possibilidades, mas exigem mais autonomia e gestão da própria carreira. As trajetórias deixam de ser lineares e passam a ser construídas experiências diversas e requalificações frequentes.

A requalificação, aliás, deixa de ser uma etapa pontual para se tornar permanente. As profissões não desaparecem de um dia para o outro, mas se transformam. Áreas como comunicação, educação, marketing, saúde e recursos humanos incorporam dados, tecnologia e novas metodologias, criando funções híbridas e multidisciplinares.

O mercado de 2026 já sinaliza que ao escolher uma profissão será essencial desenvolver competências transferíveis e manter abertura para mudanças. O futuro do trabalho terá além de cargos, a capacidade de adaptação de cada profissional diante de um mundo em constante transformação.

Valéria Mota é psicóloga

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