OMS recorda necessidade de 'procedimentos rigorosos' após anúncio de vacina russa

Presidente Vladimir Putin anunciou nesta terça-feira (11) a primeira vacina contra a Covid-19

Legenda: Organização Mundial da Saúde (OMS) reagiu com prudência ao anúncio feito pela Rússia sobre desenvolvimento de vacina contra o novo coronavírus.
Foto: AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reagiu com prudência ao anúncio feito pela Rússia nesta terça-feira (11), sobre o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19 e recordou que a "pré-qualificação" e a homologação de uma vacina passam por "procedimentos rigorosos".

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"Estamos em contato estreito com os russos e as discussões continuam. A pré-qualificação de qualquer vacina passa por procedimentos rigorosos", afirmou Tarik Jasarevic, porta-voz da OMS, durante uma videoconferência de imprensa.

"A pré-qualificação de qualquer vacina inclui a revisão e avaliação rigorosas de todos os dados de segurança e eficácia necessários compilados durante os testes clínicos", recordou Tarik.

O presidente Vladimir Putin anunciou nesta terça-feira que a Rússia desenvolveu a "primeira" vacina contra o novo coronavírus, chamada de Sputnik V. Segundo ele, a vacina oferece uma "imunidade duradoura". Também disse que uma de suas filhas tomou a vacina.

Até o momento, a Rússia não publicou um estudo detalhado dos resultados de seus testes que permita estabelecer a eficácia do produto que alega ter desenvolvido.

O Governo do Paraná anunciou que vai assinar um acordo com a estatal russa na quarta-feira (12), que prevê que o estado brasileiro possa fazer testagem, produção e distribuição da vacina.

Na semana passada a OMS expressou dúvidas sobre o anúncio de Moscou de que sua vacina estava praticamente pronta e recordou que qualquer produto farmacêutico deve "ser submetido a todos os diferentes exames e testes antes de ser homologado para uso". 

No momento "é vital aplicar medidas de saúde pública que funcionem. Devemos continuar investindo no desenvolvimento de vacinas e tratamentos que nos ajudem a reduzir a transmissão no futuro", afirmou o porta-voz da OMS, antes de destacar que está "motivado pela rapidez com a qual são desenvolvidas algumas vacinas candidatas".

"Esperamos que algumas delas sejam eficazes", acrescentou Jasarevic.

De acordo com a OMS, 26 vacinas candidatas estão na fase de testes clínicos (exames em seres humanos) em todo o mundo e outras 139 se encontram no estágio de avaliação pré-clínica.

Entre as 26 candidatas, seis alcançaram no fim de julho a fase três do desenvolvimento. A vacina em pesquisa no centro russo Gamaleia estava classificada na ocasião como fase 1.

O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, anunciou que "os testes clínicos devem continuar com milhares de pessoas".


 

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