Taxa de evolução dos casos de coronavírus é a menor em uma semana no Ceará

Aumento médio que variava de 11% a 14% ao dia caiu para 6% entre domingo e segunda, aponta o Instituto Ampla Pesquisa

Legenda: Entre os dias 29 e 30, o incremento foi de 23 novos casos, apenas 6,41% a mais no intervalo entre um dia e outro.
Foto: Foto: Reprodução

Um levantamento estatístico do Instituto Ampla Pesquisa, divulgado nesta terça-feira (31), mostra que o Ceará registrou a menor taxa de evolução de casos confirmados do novo coronavírus desde o último dia 23 de março, quando o crescimento ficou estável. Entre os dias 29 e 30 de março, o aumento foi de 23 novos casos, apenas 6,41% a mais no intervalo entre um dia e outro. Até então, a taxa variava entre 11% e 14%. 

 

O Ceará já registrou 5 mortes e 382 conformações. De acordo com o Instituto, a redução indica que as medidas de isolamento social implantas no Estado estão começando a fazer efeito. “Dessa forma, as medidas de isolamento social começam a ser refletidas. Se conseguirmos manter essa velocidade, a curva chegará ao pico sem a temida sobrecarga no sistema de saúde público”, considera o estudo.

No último sábado (28), o governador Camilo Santana anunciou a prorrogação, até o dia 5 de abril, do Decreto Estadual que mantém o isolamento social em todo o território cearense. A primeira decisão entrou em vigor no dia 20 de março e tinha validade por 10 dias.

Agliberto Ribeiro, diretor do Instituto, reforça que a curva, por natureza, vai continuar crescendo - e ainda não se sabe por quantos dias. Contudo, desde o dia 23, a evolução vem mantendo estabilidade, com incremento diário varia entre 12% e 14%.  

“É um número a ser comemorado. Sabemos que ainda tem muitas pessoas que precisam fazer o teste, mas trabalhamos com amostras e acreditamos que os números dos boletins são reais”, explica.


Casos confirmados no Brasil

Ribeiro lembra que o objetivo do estudo não é ser a favor ou contra o isolamento, mas municiar a população e as autoridades (Governo do Estado e gestões municipais) de dados técnicos para auxiliar nas tomadas de decisão.

O diretor afirma que a equipe estatística aguarda novos boletins epidemiológicos para ter um número “mais robusto” e, ainda nesta semana, elaborar uma nova análise com a probabilidade de quando o Ceará enfrentará o pico de casos.


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