Moradora alertou vizinhos momentos antes do desabamento da laje em prédio da Capital

Incidente aconteceu durante a manhã desta quarta-feira (9). Ninguém ficou ferido.

Foto: Foto: Fabiane de Paula

Em meio a uma manhã rotineira de orações em casa, nesta quarta-feira (9), a contadora Selma Pereira foi surpreendida com o sinal de que o prédio onde mora estava estalando. Do terceiro andar, a contadora começou a alertar os vizinhos para que desocupassem a edificação. Selma foi uma das moradoras que presenciaram a queda da laje do prédio na Avenida Barão de Studart, no bairro Joaquim Távora. O prédio, no entando, não corre risco de desabamento, segundo a Defesa Civil.

Em pânico diante da situação, Selma pensou em sair do local de carro, levando consigo alguns vizinhos, a família e os animais de estimação. “Eu não sabia nem o que fazer, na verdade. A minha ideia era colocar todo mundo no carro e sair dali. Meu medo era o prédio cair e a gente ficar debaixo”, relata.

Ao acionar o portão automático, no entanto, o desmoronamento aconteceu. “Se a gente tivesse seguido com o carro, os entulhos iam cair em cima da gente. A poeira foi enorme, nunca tinha passado por aquilo”, recorda Selma. Ela precisou de ajuda das pessoas da rua para sair dos escombros.

Livramento

 “Eu acho que 2020 não poderia ser mais inédito pra mim. Meu marido sobreviveu à Covid-19, perdi amigos, mas essa iminência de morrer dentro da minha casa, em um momento de descontração... Mais uma vez, temos que parar, analisar, refletir. Eu fui livrada”, considera.

A contadora relembra ter gravado um vídeo emocionante para os filhos, nesta terça-feira (8). “Contei sobre toda a trajetória da nossa família, desde a gestação deles, as coisas boas que a gente viveu e pedindo que eles filtrassem as coisas boas da vida para eles. Considero isso como um sinal. Se algo acontecesse, estaria registrado tamanho amor. Depois, pensei: não vou enviar isso pros meninos, está muito tristonho, parece uma despedida. E, depois de hoje, era”.

Suporte

No local do incidente, a Cruz Vermelha do Ceará montou uma estrutura para prestar apoio aos moradores. “Ficamos sabendo do ocorrido através de voluntários, Logo montamos uma logística para fornecer EPIs, como fizemos no Andrea, além de disponibilizar o nosso Centro de Comandos de Emergência à disposição dos bombeiros e da defesa civil”, coloca Adriano Sabóia, atual coordenador estadual de Gestão de Êxito e Resposta a Desastre da Cruz Vermelha. 

Sem risco de vida no local, a Defesa Civil liberou os agentes. “Não tivemos prejuízo de vítimas, ainda bem, mas mesmo assim, eles estão fora de casa, às vezes sem comer e sem beber. Por isso o ponto de apoio aqui também”.

Quero receber conteúdos exclusivos da cidade de Fortaleza