Mercado dos Peixes, no Mucuripe, amplia medidas de segurança contra Covid-19

Aumento da demanda por insumos na Semana Santa promove maior rigor no seguimento dos protocolos sanitários

Fila para entrada no Mercado dos Peixes
Legenda: O empreendimento também fez a instalação de gradis para controlar o fluxo de clientes que entram no local.
Foto: divulgação

Nem só de chocolate se faz a Páscoa — pratos com peixe costumam marcar presença nos cardápios da Semana Santa no Ceará. Em razão disso, o Mercado dos Peixes, no bairro Mucuripe, tem ampliado as medidas sanitárias contra a Covid-19 visando a maior demanda pela busca do insumo no feriado.

O local, que tem 49 unidades de vendas, tem realizado controle de pessoas, segundo Pedro Otoni, diretor operacional da administradora do Mercado dos Peixes. Em razão disso, o público, logo na entrada, tem a temperatura aferida, bem como acesso por meio de tapete sanitizante. Além de tais protocolos, há também uso irrestrito de álcool em gel — o objetivo é de que os clientes possam comprar em segurança.

De acordo com o diretor operacional, a ideia é de que um serviço de drive thru e delivery, além de reformas na área de atendimento de clientes, com novas mesas e cadeiras, sejam implementados.

Ampliação de protocolos e adesão

Pedro Otoni ressalta que a ampliação não somente dos protocolos sanitários, como, também, da adesão por parte dos permissionários do local. "A gente está fazendo desde quarta-feira uma operação maior e mais organizada, pois o fluxo é muito maior na Páscoa", assegura.

Ele acrescenta que, mesmo com eventuais reclamações acerca do seguimento do decreto estadual, a administração tem buscado se alinhar com o definido pelo documento. "Já houve dias em que permissionários reclamaram sobre o funcionamento, mas foram alertados sobre o seguimento", pontua, garantindo que as autoridades sanitárias podem ser chamadas em caso de descumprimento das medidas.

"Não queremos causar má impressão na sociedade, de que a empresa não está seguindo as regras, pois há parte da sociedade que vê com maus olhos a administração, por uma empresa privada, de um bem público", destaca Otoni, que considera ainda o "receio" de pessoas que ainda não se atualizaram sobre o status do Mercado.

"Às vezes as pessoas, por a administração ser uma novidade, lembram do Mercado nos padrões de anos atrás, com menor higiene, menos protocolos. Agora, que nós temos zeladoria, protocolos sanitários e vigilância, isso mudou totalmente", diz.

Vendas na Páscoa

Embora a Semana Santa represente um aumento exponencial nas vendas, o diretor operacional do empreendimento salienta que a previsão das  vendas para este ano é menor do que a do ano passado. Dentre os motivos, segundo ele, estão o "desemprego, a falta do auxílio emergencial e as chuvas torrenciais dos últimos dias".

Otoni, contudo, indica que o movimento dos clientes tem apresentado melhoras. "Hoje já foi bem melhor", afirma, incluindo que o fluxo deve ser ampliado nos próximos dias.

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