Fortaleza não registrou casos de efeito adverso grave em adolescentes vacinados

Imunizante contra a Covid-19 causou apenas dor local, de cabeça e febre em jovens, segundo a Secretaria Municipal da Saúde

Vacinação de adolescente contra a Covid em Fortaleza
Legenda: Município reforçou que segue imunizando o público, mesmo após orientação do Ministério da Saúde para suspender vacinação
Foto: Thiago Gadelha

Fortaleza declarou que, até esta sexta-feira (17), não registrou caso grave ou moderado de efeito adverso em adolescentes de 12 a 17 anos vacinados contra a Covid-19. Ao todo, 137.669 jovens já foram imunizados contra a doença no município.  

"Os registros que nós temos são reações de dor local, dor de cabeça, febre, como têm acontecido na maioria da população", detalhou a secretária da Saúde do município, Ana Estela. 

Na quinta-feira (16), após o Ministério da Saúde orientar que municípios suspendessem a vacinação de indivíduos de 12 a 17 anos, sem comorbidades, o ministro Marcelo Queiroga citou a morte de um adolescente de 16 anos em São Paulo, após ser vacinado, que estaria sendo investigada. 

No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relatou que esse óbito, ocorrido em 2 de setembro, ainda está sob investigação por suspeita de reação adversa grave, mas os dados ainda são preliminares.

"No momento, não há uma relação causal definida entre este caso e a administração da vacina", observou o órgão sanitário. 

Ainda nesta sexta-feira, a titular da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza reforçou que a Capital seguirá imunizando o público.  

"Nós já vacinamos 137.669 adolescentes, esse número representa 73% de todos que já se cadastraram [no Saúde Digital], e 47% da população estimada de adolescentes de 12 a 17 anos do município de Fortaleza. Quando essa determinação [do Ministério da Saúde] chegou, Fortaleza já tinha avançado muito. Já tinha feito o agendamento de todo seu público que se cadastrou", detalhou durante uma transmissão nas redes sociais. 

Logo após o anúncio do ministério, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) divulgou que o Ceará manteria a imunização do público. Durante uma reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), as autoridades estaduais chegaram a conclusão que a pasta federal tomou uma "decisão unilateral, sem dialogar com estados e municípios".

Ainda na quinta-feira, o prefeito de Fortaleza, Sarto Nogueira, já havia divulgado que a capital acompanharia a decisão estadual.  

São Paulo também dará seguimento à imunização. Mas as prefeituras de Natal e Salvador resolveram paralisar, assim como o Governo do Distrito Federal. 

IMUNIZANTE INCORRETO 

No Ceará, segundo o Ministério, 1.202 adolescentes receberam o imunizante de outros fabricantes que não foram a Pfizer. São eles:

693 - AstraZeneca;
490 - CoronaVac;
19 - Janssen.

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