Família cria ‘vakinha’ para transportar corpo de cearense que morreu no Rio de Janeiro

Segundo a família, Flávio Rodrigues dos Santos morreu após um AVC. Circunstâncias da morte não foram informadas pelo hospital

Escrito por Wânyffer Monteiro,

Metro

A família do cearense Flávio Rodrigues dos Santos, de 39 anos, que morreu na última sexta-feira (7), no Rio de Janeiro, criou uma vakinha online para arrecadar dinheiro a fim de fazer o traslado do corpo para o Ceará. O homem era cozinheiro e morava no Rio de Janeiro desde 2017. Para a família, o Hospital Municipal Salgado Filho, onde o corpo se encontra, informou que Flávio sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), porém as circunstâncias do falecimento não foram informadas.

"Dois anos sem ver meu filho e não vou vê-lo nem morto? Tanto que eu pedi pra ver meu filho! O sonho dele era comprar uma casa pra mim e não se realizou", lamenta a mãe, Deuza Rodrigues dos Santos.

Ainda segundo informações repassadas à família, o valor estimado para o transporte é de seis mil reais. O valor não inclui a passagem de volta da irmã de Flávio, que viajou ao Rio de Janeiro ainda antes do falecimento e que agora precisa retornar ao Ceará. 

Desaparecido 

De acordo com Deuza Rodrigues, no dia 18 de outubro Flávio desapareceu e perdeu o contato com a família que mora em Fortaleza. Três dias depois, o cozinheiro foi encontrado desorientado na rua, sem os pertences e com perda de memória. “Uma mulher que o encontrou e divulgou nas redes sociais até chegar pra gente. Ela falou que era um rapaz de família e achava que ele tinha sido assaltado. Eu agradeço muito pelo que essa mulher fez, porque me ajudou muito", diz Deuza.

Encontrado, Flávio Rodrigues dos Santos foi levado ao Hospital Municipal Salgado Filho. Com a ajuda de amigos e vizinhos, a família conseguiu comprar uma passagem para que uma das irmãs pudesse acompanhá-lo no hospital. Depois de mais de um mês internado, ele sofreu um AVC e morreu no hospital. 

Segundo Lucijane Rodrigues, uma das irmãs de Flávio, o hospital deu o prazo de duas semanas para a família retirar o corpo e fazer o traslado. "Deram um prazo de 15 dias e hoje já faz seis dias que ele faleceu. Por enquanto, conseguimos pouco mais de R$ 1000. Valor ainda é insuficiente", explica.

Procurada para mais informações sobre o caso, a direção do Hospital Municipal Salgado Filho disse, por nota, que “informações sobre a causa e data da morte são protegidas pelo sigilo médico-paciente e só serão repassadas com a autorização dos responsáveis legais”. Sobre o traslado do corpo, o Hospital informou que o Serviço Social do hospital dará o suporte possível à família.