Com vacinas, casos de síndromes gripais graves nas UPAs de Fortaleza caem 82% em relação à 1ª onda

Entre 1º de dezembro de 2021 a 19 de janeiro de 2022, apenas 4,59% do total de atendimentos evoluiu para quadros mais graves

Escrito por Redação,

Metro
Fachada de uma UPA
Foto: José Leomar

Apesar da alta incidência de casos de Influenza e Covid-19 em dezembro de 2021 e neste mês - ainda incompleto - de janeiro, os atendimentos de casos graves de síndromes gripais nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza caíram 82% em relação à primeira onda

Entre 1º de dezembro de 2021 a 19 de janeiro de 2022, foram registrados 56.783 atendimentos. Porém, o número de transferências de pacientes para unidades de alta complexidade neste intervalo foi de 2.609 casos. Ou seja, apenas 4,59% do total de atendimentos evoluiu para quadros mais graves.

Em maio de 2020 e em março de 2021, ou seja, nos meses de pico das duas ondas anteriores de Covid no Brasil, os índices de transferências pela confirmação ou suspeita da doença para leitos em unidades de média e alta complexidade eram bem superiores aos atuais, chegando a uma diferença proporcional de 82% entre o atual período e a fase mais crítica da primeira onda. 

Apenas 1 a cada 20 pacientes demanda transferência

Em maio de 2020, uma a cada quatro pessoas que buscavam as UPAs (25,61%) precisavam ser encaminhadas para leitos de hospitais de maior complexidade. 

Em março de 2021, a necessidade de internação – seja enfermaria ou UTI – chegava a 17,27% dos pacientes atendidos. 

No recorte atual, com a maioria da população vacinada, a cada vinte pessoas que dão entrada nas UPAs apenas uma necessita de transferência.

Eficiência da vacina

Os dados constam em levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Governo do Ceará (Sesa) junto às nove UPAs de Fortaleza geridas pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).

Conforme a Sesa, o arrefecimento da pressão assistencial nas unidades de alta complexidade está diretamente relacionado à vacinação massiva da população cearense contra o coronavírus.

Com isso, os quadros mais severos da doença se tornaram "minoria absoluta na porta de entrada da rede pública de saúde", diz a Pasta.

Além de mencionar a segurança dos imunizantes, o governador Camilo Santana endossou a importância da maior cobertura vacinal alcançada para o dia a dia nos hospitais da rede pública do Ceará. 

"Os danos à população [agora] são muito menores que na segunda onda. Nessa [onda], agora, apenas 5% das pessoas que chegam numa UPA, isso é um dado importante, precisa de internação. Isso mostra a importância da vacina nessa terceira onda da pandemia".

Por outro lado, apelou novamente para que o cearense não perca a oportunidade de se imunizar. "Proteja a si próprio, a sua família, as pessoas que você ama".