O que é carcinoma basocelular, câncer que acometeu Marília Gabriela?

Médica dermatologista tira dúvidas sobre os principais sintomas, prevenção e tratamento da doença

Escrito por Redação,

Ser Saúde
Jornalista Marília Gabriela, diagnosticada com carcinoma basocelular, com um curativo no nariz
Legenda: Jornalista Marília Gabriela foi diagnosticada com carcinoma basocelular e submetida a procedimento cirúrgico, na segunda-feira (8), para retirada do subtipo de câncer de pele
Foto: Reprodução/Instagram

O carcinoma basocelular, que acometeu a jornalista Marília Gabriela, é o subtipo de câncer de pele mais prevalente e mais comum de ser diagnosticado, especialmente nas pessoas com mais de 40 anos que têm olhos e pele claros, cabelos loiros e que se expõem excessivamente ao sol. No entanto, a doença pode aparecer nas mais diferentes idades e tem ótimas chances de cura.

De acordo com a médica dermatologista Hercilia Queiroz, os tumores de pele representam cerca de 27% dos cistos diagnosticados no Brasil, o que significa uma relação cumulativa de exposição ao sol da infância até a fase adulta.

Principais sintomas

  • Lesões pequenas, nodulares, avermelhadas, friáveis (que são aquelas que sangram com facilidade);
  • Cor esbranquiçada e pequena elevação na pele. Desta forma, é possível observar os vasos sanguíneos;
  • Manchas pequenas nas cores marrom ou vermelha que vão aumentando com o passar do tempo;
  • Pode se manifestar ainda com o câncer de pele mais temível, que é o tumor melanocítico tipo melanoma, que pode se manifestar até mesmo em parte escondidas do corpo.

Prevenção

Hercilia Queiroz diz que a melhor prevenção para qualquer tipo de tumor ou câncer de pele é:

  • Evitar a exposição excessiva ao sol;
  • Manter o uso regular do filtro solar.

"Inclusive, um trabalho recente mostrou que aplicação do filtro nos primeiros 18 anos de vida reduz em média 78% a chance de desenvolver um câncer de pele na vida adulta", afirma a profissional de saúde.

Ela recomenda que as pessoas façam visitas anuais ao médico dermatologista, pois é baseado no exame físico, no conhecimento dos hábitos do paciente e no histórico de exposição ao sol que é possível identificar possíveis lesões.

Também é importante, avalia, o uso do dermatoscópio como ferramenta principal nesse diagnóstico de suspeitas. "Quando há uma dúvida na dermatoscopia, é recomendada a biópsia de pele, que ocorre quando se retira um fragmento e o envia para análise", explica.

Como ficar atento?

A médica dermatologista salienta que o paciente que é diagnosticado com algum tumor de pele tem de até 80% de risco maior de desenvolver outro tumor de pele. Desta forma, ele precisará de atenção constante mesmo depois da realização de algum procedimento.

Hercilia Queiroz ressalta ainda que as pessoas devem ficar atentas para o rosto, nuca e orelhas, além da região de "V" do decote.

Outras áreas, que não ficam expostas ao sol, acentua, faz com que algumas pessoas acreditem que não é necessário analisá-las. Assim, reforça, torna-se essencial a ida ao médico dermatologista é importante.

"A Marília Gabriela, por exemplo, fez cirurgia em uma área muito vascularizada, em que, às vezes, há dificuldade de operar aquela região. Em alguns casos, precisa remover tecido e deslocar tecido de outro lugar do corpo para auxiliar naquele processo de fechamento de cicatriz e acompanhamento. Então, claro, são pessoas que vão precisar de acompanhamento para evitar problemas futuros ou intervenções mais extensas", informa.

Tratamento

Pela dermatoscopia sugestiva ou pela biópsia de pele, é possível saber o resultado do exame. Se der compatível para carcinoma basocelular, segundo Hercilia Queiroz, será exigida intervenção cirúrgica com ampliação de margem.

No entanto, conforme a médica dermatologista, dependendo do subtipo de câncer de pele, o paciente pode fazer exames complementares para saber se existem maiores riscos naquela doença.

"O tipo melanoma, por exemplo, pode dar metástase, tornando necessário que paciente seja rastreado. Em casos mais extensos, radioterapia pode ser necessária, mas aí são casos diferentes, já que o melanoma tem outros encaminhamentos".

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