Tanques e veículos blindados reforçam a ação do Exército em Fortaleza durante paralisação da PM

Um total de 2,5 mil homens foi enviado para reforçar a segurança na Capital e em cidades do interior

Legenda: Tanque do exército reforça a segurança em Fortaleza
Foto: Thiago Gadelha

O uso de tanques e veículos blindados pelo Exército Brasileiro puderam ser percebidos em Fortaleza em reforço à Operação Mandacaru, iniciada para garantir a segurança pública em Fortaleza durante a paralisação de parte dos policiais militares do Ceará. 

Locais como a Praia de Iracema e a Avenida Mister Hull contaram com a presença de soldados acompanhados dos carros de combate. Neste domingo (23), pelo menos quatro bairros da capital contaram com o patrulhamento com a ajuda dos veículos blindados. 

Legenda: Soldados utilizam veículos blindados em Fortaleza
Foto: Thiago Gadelha

O comandante da 10ª Região Militar, Fernando da Cunha Mattos, colocou que o uso de tais veículos é direcionado, principalmente à segurança dos soldados. "Os blindados serão utilizados para garantir a segurança de quem está dentro. Será um reforço no patrulhamento", explicou. 

Um total de 2,5 mil homens do Exército foi enviado para reforçar a segurança em Fortaleza, Região Metropolitana e em cidades do interior até o próximo dia 28, em meio a motim de policiais militares no estado. Eles se somam a outros 300 homens da Força Nacional de Segurança.

Os militares do Exército vão atuar nas ruas do Ceará em razão da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que possibilita o emprego das Forças Armadas em situações nas quais há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública e em graves situações de perturbação da ordem. A autorização para a GLO foi dada ainda na quinta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, atendendo a um pedido do governador Camilo Santana. O gestor do Estado destacou que “todo o esforço será feito para garantir a proteção dos nossos irmãos e irmãs cearenses”. 

Os motins protagonizados por PMs já fizeram com que mais de 300 Inquéritos Policiais Militares (IPMs) fossem instaurados contra os servidores que participam da paralisação. Além disso, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) também vem instaurando processos disciplinares contra os envolvidos.

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