Nove são presos em operação da Polícia Civil contra furtos a casas de chineses no Ceará e 3 estados

De acordo com a Polícia Civil, o chefe do grupo era um chinês que repassava informações privilegiadas sobre os compatriotas para os suspeitos, que arrombavam casas e apartamentos para realizar os furtos

Legenda: No Ceará, as prisões ocorreram nos municípios de Crateús e Novo Oriente
Foto: Foto: Polícia Civil

Nove pessoas, dentre as quais dois cearenses, foram presas nesta quinta-feira (28) suspeitas de participação em um esquema criminoso de furtos a residências de pelo menos 80 chineses no Ceará e em mais dois estados e Distrito Federal. No Ceará, a operação deflagrada pela Polícia Civil prendeu dois homens nos municípios de Crateús e Novo Oriente. Os dois presos e mais dois que se encontram foragidos em território cearense foram apontados como executores dos furtos e dos roubos.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o esquema era chefiado por um chinês, que fazia inicialmente um levantamento sobre as vítimas e compartriotas e repassava para os suspeitos, que cometiam os crimes. Os criminosos se passavam por parentes das vítimas e enganavam os porteiros dos prédios. Em seguida, arrombavam as portas das casas e apartamentos. As investigações apontaram ainda que o grupo possuía rádios comunicadores para vigiar a aproximação da polícia. 

Somente no Distrito Federal, foi dentificado que pelo menos 18 apartamentos foram furtados entre os anos de 2016 e 2020. Os investigadores apuraram a participação dos homens em crimes cometidos em Fortaleza, Petrolina (Pernambuco); Itapema (Santa Catarina), e São Paulo (Capital). Os policiais civis rastrearam o veículo e identificaram no curso das investigações que o grupo focava em residência de famílias chinesas, porque estas costumam guardar quantias elevadas de dinheiro em casa e raramente noticiam o fato à Polícia.

Foragidos no Ceará

Dois suspeitos foragidos são procurados pela Polícia Civil: Guilherme de Oliveira Araújo de 23 anos e seu irmão, identificado como Francisco Fagno e Brener Dias Pessoa, também de 23 anos, que é procurado pela Polícia Civil do Ceará sob suspeita de participar de um grupo interestadual envolvidos em golpes contra agência bancárias. Todos os presos na operação encontram-se à disposição da Justiça.