Cela especial e autorizada a exercer profissão: advogada presa por tráfico tem cadastro regular

A mulher é apontada pela Polícia Civil como responsável pelo envio de grande quantidade de cocaína da região Norte do Brasil ao Ceará

Escrito por
Emanoela Campelo de Melo emanoela.campelo@svm.com.br
(Atualizado às 09:02)
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Legenda: Na última quinta-feira (16), a Polícia Civil do Ceará deflagrou a 'Operação Sarmat', com intuito de desarticular uma facção criminosa por meio da descapitalização bancária do grupo.
Foto: Divulgação/PCCE

A advogada Wanessa Kelly Pinheiro Lopes, presa em Iguatu, Interior do Ceará, e investigada por tráfico interestadual de drogas, permanece com situação regular no Cadastro Nacional de Advogados (CNA). A condição permite que ela ainda exerça a profissão, já que o caso ainda não chegou ao Tribunal de Ética e Disciplina, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Secção Ceará.

Wanessa é apontada pela Polícia Civil como responsável pelo envio de grande quantidade de cocaína da região Norte do Brasil ao Ceará. A reportagem apurou que ela é mantida presa em uma sala de estado maior, tipo de cela especial devido à função, onde permanece sem a companhia de demais mulheres.

A OAB afirmou que foi informada sobre a prisão e através da diretoria de prerrogativas e do Centro de Apoio ao Advogado acompanha e apura "todos os fatos para garantir a legalidade da prisão e também que a acusada tenha assegurado o direito à ampla defesa e ao contraditório, bem como à sala de estado maior".

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Foto: Reprodução

"Caso haja comprovação de envolvimento no caso, informamos que a OAB-CE irá realizar abertura de procedimentos internos disciplinares no Tribunal de Ética e Disciplina", disse a Ordem, em nota.

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OPERAÇÃO SARMAT

Na última quinta-feira (16), a Polícia Civil do Ceará deflagrou a 'Operação Sarmat', com intuito de desarticular uma facção criminosa por meio da descapitalização bancária do grupo.

De acordo com a Polícia, as investigações começaram há pouco mais de um ano e apontaram a participação da advogada e de um homem de Rondônia que seria responsável pela movimentação financeira milionária, chegando a R$ 45 milhões em dois anos.

Foram bloqueadas contas bancárias e bens de alvos integrantes de grupos criminosos e cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, 39 bloqueios de contas bancárias, sequestro de bens, como automóveis e imóveis, além de dois mandados de prisão preventiva. 

Segundo a Polícia, os mandados foram cumpridos nas cidades de Canindé, São Benedito, Juazeiro do Norte, Eusébio e Iguatu. Também são alvos das buscas empresas que supostamente foram usadas para a dissimulação das movimentações financeiras ilícitas.

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