Um em cada 5 cearenses se enquadra nos grupos prioritários para vacinação contra Covid-19

São cerca de 1,8 milhão de pessoas incluídas nas atuais fases de imunização contra o novo coronavírus no Estado

Legenda: A meta é vacina cerca de 1,8 milhão de cearenses ao fim da 3ª fase
Foto: Fabiane de Paula

Um em cada cinco cearenses está enquadrado nos grupos prioritários para receber a imunização contra a Covid-19 nas fases atuais. A meta, no Estado, é vacinar nas fases iniciais 1.841.659 pessoas, o que representa 20,46% da população do Ceará. Os dados foram levantados pela reportagem a partir do vacinômetro da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).

Contemplam os grupos prioritários, conforme o Plano de Operacional para Vacinação contra Covid no Ceará, da Sesa, na 1ª e 2ª fases:

  • Trabalhadores da saúde;
  • Idosos institucionalizados;
  • Indígenas e quilombolas;
  • Idosos;
  • Deficientes institucionalizados;
  • Trabalhadores da força de segurança e salvamento;
  • Gestantes e puérperas;
  • Pessoas com comorbidades;

Ao longo da semana, a secretária-executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, Magda Almeida, falou sobre a entrada do Ceará na terceira fase da vacinação contra a Covid-19. Fortaleza e outras cidades conseguiram avançar. 

"A gente prevê que, em até duas semanas, com o empenho que todos os municípios estão tendo, a gente consiga concluir a vacinação desses grupos", pontuou Magda. 

Tanto na rede pública quato na rede privada é possível  solicitar atestados e declarações médicas obrigatórios para a vacinação das pessoas com doenças crônicas que são prioridades.  "É importante uma declaração, atestado médico ou relatório médico para indicar a aplicação dessa vacina", alertou a gestora. 

VACINÔMETRO NO CEARÁ | COVID-19

Até agora, o Ceará imunizou, com as duas doses, 46,67% desta meta estabelecida. Os números também foram calculados com base no vacinômetro da Sesa. 

No entanto, quando observadas as doses aplicadas em relação às recebidas, o percentual sobe: na primeira dose (D1), o Estado aplicou 1.472.477 vacinas de 1.821.399 recebidas, o que representa 80,84%.

Já na segunda dose (D2), foram aplicadas 859.367 das 1.032.445 vacinas recebidas, montante que indica 83,24%.

Na Capital cearense, o percentual da primeira dose está inferior à média estadual. Ainda conforme dados da Sesa, foram aplicadas 475.987 doses de 620.656 recebidas, o que significa índice de 76,69%. Já na D2, foram 271.656 aplicações de 325.931 distribuídas (83,35%).

Este percentual tende a crescer após o fim do mutirão que ocorre hoje (16) em Fortaleza. Mais de 39 mil pessoas estão agendadas para receber a segunda dose da vacina CoronaVac. 

Menores aplicações

Das 184 cidades cearenses, as quatro com menor índice de aplicação da primeira dose (D1) são Canindé (52,90%), Altaneira (54,16%), Coreaú (59,67%) e Maracanaú (62,77%). Curiosamente, Canindé, município com menor índice de imunização da D1, já aplicou 100% das doses D2. 

Já as quatro cidades com menor índice de aplicação da D2 são Várzea Alegre (50,54%), Horizonte (53,60%), São Luís do Curu (54,71%), Altaneira (59,76%). Este último município é o único que aparece nas listas de menores índices de aplicação D1 e D2.  

Importância da vacinação 

A epidemiologista Caroline Gurgel alerta a importância de uma "vacinação rápida e em massa" para o efetivo combate à pandemia. Ela, que também é virologista e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), destaca que somente as medidas restritivas não serão suficientes para conter o vírus Sars-Cov-2.

A Covid-19 tem transmissão área e as novas variantes se mostram mais contagiantes. Manter o distanciamento social e utilizar álcool em gel e máscaras é importantíssimo, mas o principal é vacinar, em massa e de forma rápida. Esse é maior objetivo.
Caroline Gurgel
Epidemiologista

Para que o esquema de imunização continue avançando é preciso maior distribuição de doses. Porém, a suspensão, por parte do Instituto Butantan, da produção da CoronaVac, por falta de insumos, deixa os estados brasileiros sem perspectiva de envio de novas doses. 

Diante desse problema, a imunização em todo o Brasil tende a ficar ainda mais morosa. "Está muito lenta [a vacinação]", pontua Gurgel. Como consequência, complementa a virologista, o vírus pode sofrer outras mutações.

"Para uma pessoa totalmente imunizada, ela precisa tomar as duas doses e devemos esperar pelo menos duas semanas. Se esse processo é interrompido, ou adiado, o vírus pode se multiplicar no nosso organismo, fazendo cópias e surgir alguma mutação", explica Caroline. 

 

 

 

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